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30/10/2019 | Chega ao fim a fábrica da Ford no ABC - Valor Econômico

Depois de 62 anos de operação, a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, encerra a sua produção hoje. A unidade, que representou a entrada da montadora americana no país, teve o seu fechamento anunciado em fevereiro deste ano, dentro de um programa de reestruturação mundial. No local eram fabricados os caminhões da marca e os modelos Fiesta. Em janeiro cerca de 1,3 mil pessoas se revezavam nas linhas de produção. Em julho, foram dispensados 750 empregados que trabalhavam na montagem do Fiesta e agora sera a vez dos 600 trabalhadores restantes. As rescisões dos funcionários serão feitas amanhã, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Outros 1 mil empregados da área administrativa permanecerão na companhia. Esse grupo vai continuar trabalhando na unidade do ABC até março do próximo ano, quando devem ser transferidos para uma nova sede da companhia no Brasil, provavelmente na cidade de São Paulo.

Desde o anúncio do fim da produção da Ford no ABC, o governo de São Paulo tentou impedir o fechamento definitivo da fábrica. Em setembro, o governador do Estado, João Doria (PSDB), anunciou que o grupo Caoa faria uma “due diligence” para, depois, comprar a unidade. Na época, havia a certeza de que o negócio era uma questão de tempo. Mas as negociações, no entanto, sempre indicaram que seria imprescindível algum tipo de apoio financeiro público, fosse estadual ou federal, neste caso via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas tudo indica que a história de sucesso do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fundador da Caoa, a depender de recursos públicos, não incluirá este capítulo. Ontem, o jornalista Lauro Jardim informou no “O Globo” que a compra não deve ocorrer. 

Procurado, o governo do Estado de São Paulo não se manifestou. A Caoa também não quis comentar o assunto. A Ford informou que vai falar sobre o fechamento definitivo da fábrica hoje. Wagner Santana, presidente do sindicato, afirmou que as negociações com BNDES travaram no negócio. O grupo Caoa teria entrado com um pedido de financiamento para comprar as instalações, de acordo com Santana. “O futuro dessa fábrica depende exclusivamente de uma decisão política do BNDES”, disse ontem durante a última assembleia na porta da fábrica com os funcionários remanescentes. “A Caoa já tem recursos destinados para esse investimento, mas necessita do empréstimo do BNDES para complementar esses recursos”, afirmou o sindicalista. O presidente do sindicato ressaltou que a Caoa teria recursos próprios, além de investimentos coreanos e chineses garantidos para a compra da fábrica. O grupo brasileiro produz carros das marcas Hyundai, da Coreia do Sul, e da chinesa Chery. Santana, no entanto, não informou quanto faltaria para a empresa chegar ao valor negociado com a Ford. “A Caoa tem fortes relações com a China e com o mercado automobilístico asiático. Mas não tenho ideia de quanto seria esse complemento e nem o valor da fábrica.”

O mercado estima, no entanto, que uma fábrica do tamanho dessa unidade valeria cerca de R$ 3 bilhões. Caso o negócio ainda venha a se concretizar, Santana disse que a Caoa deverá produzir caminhões e mais dois ou três modelos de automóveis. Atualmente, a montadora mantém duas fábricas no país: uma em Anápolis (GO) onde monta os veículos da marca Hyundai, e uma em Jacareí (SP), onde monta automóveis da Chery. “Já negociamos as bases salariais com a Caoa, caso seja firmado acordo com a Ford. As bases salariais já estão estabelecidas e as condições de data-base com os eixos discutidos. Então, não há impedimento para um possível acordo com o sindicato”, disse Santana. Segundo o sindicalista, pela negociação com a Caoa, os salários dos funcionários da produção terão um teto equivalente a 80% do que é pago atualmente pela Ford. Já os empregados mais especializados, que tem ganhos maiores, como os de ferramentaria, elétrica e mecânica, os proventos serão 70% dos salários atuais. 

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