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29/10/2019 | Brasileiro chega à vida adulta com 56% da produtividade potencial, diz Banco Mundial - Valor Econômico

Uma criança nascida no Brasil chega à vida adulta com 56% da produtividade que poderia ter se tivesse acesso a uma educação e saúde adequadas, segundo o Índice de Capital Humano (ICH) do Banco Mundial, apresentado ontem, em São Paulo. De acordo com o levantamento, o índice brasileiro é próximo da média mundial, mas abaixo do que seria esperado para um país com seu nível de renda. O Brasil ocupa o 81º lugar entre 157 países avaliados. 

O indicador é composto por cinco dados: probabilidade de sobrevivência até os cinco anos de idade, anos esperados de escolaridade da criança, uma medida harmonizada da qualidade da aprendizagem, taxa de sobrevivência de adultos e proporção de crianças que não têm o crescimento limitado. Há forte diferença entre os municípios brasileiros. Nas localidades mais desenvolvidas, uma criança chega à vida adulta com 76% da produtividade que poderia ter, semelhante à de países como França e Itália. Mas o indicador cai para 41% nos municípios mais pobres, resultado próximo de nações africanas como Benin e Gâmbia. O trabalho faz parte do Projeto de Capital Humano, que procura colocar essa questão como fator central do crescimento sustentável e da redução da pobreza. “A construção de estradas e pontes pode gerar benefícios econômicos e políticos rápidos. Mas investir no capital humano de crianças não produzirá retornos econômicos até que essas crianças cresçam e se juntem à força de trabalho”, diz o estudo. Segundo o texto, essa percepção leva a subinvestimento em políticas públicas para a infância. “O capital humano é determinante para definir o destino dos países”, disse Jaime Saavedra, diretor global de educação do Banco Mundial e ex-ministro da Educação do Peru. Ele destaca que é urgente debater a melhora de políticas para a educação pois há uma crise global de aprendizagem.

Embora o indicador use também dados sobre saúde, Saavedra explica que em todos os países e regiões a maior parte dos déficits do ICH (diferença para os mais bem colocados) está relacionada à educação. O Banco Mundial também criou o conceito de Pobreza de Aprendizagem, definido como a situação em que uma criança não consegue ler e entender um texto simples aos dez anos. No Brasil, 48% das crianças estão nessa situação, enquanto nos países de renda baixa e média o índice de pobreza educacional é de 53%. O indicador considera a parcela de crianças que não alcançaram proficiência mínima em leitura e a ajusta pela proporção de crianças fora da escola (e presume-se que não leem com proficiência). “Eliminar a pobreza na aprendizagem é tão urgente quanto eliminar a extrema pobreza monetária e a desnutrição infantil, mas alcançá-la em um futuro próximo exige progresso muito mais rápido do que aconteceu até agora”, diz o estudo.

 

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