• Pontaria Novo Governo
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

18/10/2019 | Desaceleração mundial é motivo para evitar atrasos nas reformas - O Globo

Em leve recuperação, a economia brasileira vai em sentido contrário ao mundo. As estimativas do Panorama Econômico Mundial, do Fundo Monetário (FMI), divulgadas há pouco, indicam uma tendência de perda de ritmo no PIB global: 3% de crescimento para este ano, tendo sido 3,2% nos cálculos de abril e 3,6% no ano passado. Perde velocidade.

Tão ruim quanto os números são as expectativas num mundo em conflito, com idas e vindas numa perigosa guerra comercial entre os países donos das duas maiores economias, Estados Unidos e China, deflagrada quando Trump chegou à Casa Branca.

Não é um fenômeno apenas americano. O nacional-populismo de direita também avançou na Europa, já estava na Rússia de Putin e acabou de chegar ao Palácio do Planalto. Na Grã-Bretanha, Boris Johnson acena estar na etapa final de um acordo com a União Europeia, para desconectar o país do bloco, um projeto isolacionista.

Inevitável que o PIB mundial desacelere, puxado para baixo pelas forças do protecionismo, as mesmas que ajudaram a naufragar o mundo na Grande Depressão de 1929/30, quando todos os países fecharam os portos na vã tentativa de se proteger da crise. Ao contrário, agravaram-na.

Na divulgação do Panorama, do FMI, a economista-chefe do Fundo, Gita Gopinath, alertou que a desaceleração sincronizada de muitas economias torna uma recuperação incerta e as perspectivas, precárias. Gopinath pregou, com propriedade: “o sistema de comércio global precisa ser fortalecido, não abandonado. Os países precisam trabalhar juntos, porque o multilateralismo continua a ser a única solução para lidar com grandes desafios”.

Enquanto isso, o Brasil ensaia alguma recuperação. Mas ainda muito aquém do ponto a que a economia chegou em 2014, a partir do qual entrou em desaceleração rumo à profunda recessão de 2015/2016.

As expectativas dos analistas do mercado financeiro (Relatório Focus) continuam de um crescimento este ano pouco abaixo de 1%, e apontam para algo na faixa dos 2% em 2020. Mas sem viés explícito de alta.

Seja como for, os horizontes tendem a melhorar com a aprovação final, na semana que vem, da reforma da Previdência. Se ela não atinge a meta de uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos, ficando em R$ 800 bilhões, trata-se da mais profunda alteração já realizada no desequilibrado sistema previdenciário. Abre-se, assim, um espaço para a continuidade do programa de ajuste de que o país precisa.

Diante da desaceleração mundial, não há saída a não ser fazer os reparos necessários para a economia ser menos vulnerável aos choques externos.

Fatos e Notícias

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02