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09/10/2019 | Indústria de SP cresce após três meses de queda - Valor Econômico

Puxado pela maior produção de alimentos, o parque fabril de São Paulo interrompeu em agosto uma sequência de três meses de queda e foi o principal responsável pelo avanço da indústria nacional no mês, mostram dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção industrial paulista, que representa 40% do total nacional, cresceu 2,6% de julho para agosto, na série com ajuste sazonal da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Foi a maior alta do indicador desde junho do ano passado (15%), o mês seguinte à greve dos caminhoneiros. Segundo Bernardo Almeida, analista da Coordenação da Indústria do IBGE, esse ganho de ritmo no mês compensou parte das perdas da indústria de São Paulo nos três meses anteriores, período em que acumulou baixa de 2,9%. No acumulado do ano, porém, o setor ainda registra queda de 0,7%. “O que impulsionou São Paulo foi o setor de alimentos, influenciado pelo aumento da produção de açúcar. O setor está chegando agora ao meio da safra de cana-de-açúcar”, disse o pesquisador.

Na média nacional, a produção de alimentos avançou 2% de julho para agosto, pela série com ajuste sazonal. Para a divulgação da indústria regional, o IBGE não detalha, contudo, o desempenho da atividade por local pesquisado por essa base de comparação. Conforme divulgado na semana passada, a produção industrial nacional cresceu 0,8% em agosto, frente a julho, acima do esperado pelo mercado. O detalhamento do resultado por regiões mostrou que 11 dos 15 locais pesquisados no mês tiveram aumento da produção.

Segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), os novos números mostram que, apesar de o desempenho da indústria nacional ter sido concentrado em poucas atividades em agosto (somente 10 dos 26 ramos cresceram), a alta de “razoável amplitude regional”. “Contribuiu para este perfil de crescimento o fato de a indústria alimentícia, que está mais bem distribuída pelo território nacional, ter sido, no total Brasil, um dos ramos de melhor resultado na série com ajuste sazonal, ao lado de derivados de petróleo e das atividades extrativas”, avaliou o Iedi.

Na média nacional, a produção de alimentos avançou 2% de julho para agosto, pela série com ajuste sazonal. Para a divulgação da indústria regional, o IBGE não detalha, contudo, o desempenho das atividade por local pesquisado por essa base de comparação por ausência de ajuste sazonal.

Além de São Paulo, os locais com grande participação do setor extrativo (minério de ferro e petróleo) no parque industrial destacaram-se no mês. Foi assim com Pará (6,8% ante julho) e Minas Gerais (1%), ambos impulsionados pela produção do minério; e Rio de Janeiro (1,3%), pelo petróleo. Segundo Almeida, a produção no Pará acumula crescimento de 83,2% no últimos quatro meses, puxada pela produção de minério de ferro. A extração na região havia sido indiretamente afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos de mina da Vale, em Brumadinho (MG). “Unidades para além das que ficam em Minas Gerais foram paralisadas para avaliação de segurança e foram retomadas nos últimos meses”, disse, acrescentando que a produção no Pará também tinha sido afetada por chuvas em abril, que provocaram paralisações.

Dos desempenhos regionais, o Iedi acendeu uma luz amarela para o desempenho da indústria da região Sul do país. Apesar do forte crescimento no acumulado do ano, os desempenhos foram ruins em agosto, frente ao mesmo mês do ano passado, em Santa Catarina (-3,1%) e Rio Grande do Sul (-6,3%). 

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