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03/10/2019 | Aché amplia investimento em nova fábrica em PE - Valor Econômico

A farmacêutica Aché ampliou em 32%, ou R$ 160 milhões, o investimento na sua nova fábrica no Cabo de Santo Agostinho (PE). O empreendimento, orçado inicialmente em R$ 500 milhões, foi inaugurado oficialmente ontem, mas só deve atingir plena capacidade produtiva em 2022. A nova unidade, focada inteiramente na fabricação de produtos sólidos e injetáveis, terá capacidade para produzir 700 milhões unidades de medicamentos por ano. Segundo a presidente da farmacêutica, Vânia de Nogueira Alcântara Machado, isso permitirá ao laboratório dobrar a produção atual para 1 bilhão de unidades por ano. “Quando a unidade em Pernambuco estiver a todo vapor, algumas áreas da fábrica em Guarulhos (SP) do grupo serão desativadas”, explica a executiva. Em relação ao projeto inicial, houve ampliação de algumas áreas da fábrica e investimento maior em automação, o que justifica o incremento nos valores que serão desembolsados pela companhia no empreendimento - além da correção pela inflação, afirma a presidente. No próximo ano, a fábrica do Cabo passará a produzir 80 milhões unidades de medicamento, chegando a 700 milhões nos dois anos seguintes.

O processo de embalagem começará em dezembro desse ano. A Aché tem unidades em São Paulo, Guarulhos (SP), Londrina (Paraná), além de uma unidade da Melcon em Anápolis (GO) e uma da Bionovis em Valinhos (SP), onde a empresa detém 25% do capital. A unidade do Cabo de Santo Agostinho é a principal aposta da empresa para alavancar seu crescimento nos próximos anos. Além do posicionamento estratégico para exportações e importações, nas proximidades do Porto de Suape, a unidade permitirá a empresa seguir com a estratégia de intenso lançamento de produtos para driblar a economia desaquecida. No ano passado, a Aché lançou 17 medicamentos. Neste ano, até agora já foram 21 novos e há uma previsão de, até dezembro, alcançar 30 lançamentos nas áreas de dermocosméticos, prescrição, cuidados especiais e genéricos. “A grande alavanca para o crescimento vai ser a receita nova com de lançamentos”, prevê a executiva.

Atualmente, a Aché tem 320 marcas. No segundo semestre do ano passado e no primeiro semestre deste ano, a empresa teve dificuldades de ampliar sua receita. Segundo Vânia, isso ocorreu por dois fatores: a desaceleração do próprio mercado de medicamentos, que deve cresce 3% em unidades este ano, e ao modelo de negócio da Aché, que não é focado em medicamentos genéricos. “Não entramos muito na briga acirrada pela commodity, por isso tivemos uma perda em volume no genérico”, explica.

A receita fraca também ocorreu porque a empresa fez um reposicionamento de preço de algumas de suas marcas, o que provocou uma redução no preço médio dos produtos. A nova estratégia, no entanto, já está trazendo resultados positivos no volume no segundo semestre e, apesar de o crescimento de janeiro a junho ter sido de apenas 0,2%, a Aché projeta encerrar o ano com avanço de 8% nas vendas líquidas, em relação a 2018. No ano passado, a receita foi de R$ 3,2 bilhões e o lucro líquido, de R$ 607,5 milhões (ver tabela acima). Outro impulsionador para o crescimento deve ser a maior força de promoção médica. A empresa reforçou a área com a contratação, neste ano, de 250 profissionais, o que em um primeiro momento pressionou as despesas com vendas da companhia e, consequentemente, sua margem operacional. “A partir de agora teremos mais capilaridade na promoção”, afirma a executiva.

Vânia diz que os acionistas da empresa - as família Baptista, Siaulys e Depieri - têm uma visão bastante otimista para o país. “Acreditam no Brasil e que nesses momentos de crise ganha vantagem competitiva quem não tira o pé”, diz. No entanto, ela assume que há certa frustração em relação ao ritmo de recuperação da economia. “Havia uma expectativa de mudança com a aceleração de algumas reformas, que propiciasse uma recuperação maafirma. “Mas se olharmos para o passado já vemos uma certa melhora, com o início de retomada da geração de emprego e algumas reformas já pautadas no Congresso”. Segundo Vânia, o plano de abertura de capital na bolsa de valores “não está na pauta” da companhia no momento.

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