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03/09/2019 | Caoa está perto de assumir fábrica da Ford no ABC - Valor Econômico

O governador João Doria promete apresentar hoje à tarde uma solução para a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP). Em fevereiro, a montadora americana anunciou o fim das atividades no ABC. Desde então, o governo paulista vem prometendo ajudar a encontrar um comprador. Existem negociações com o grupo Caoa em curso, mas até ontem à noite o contrato de venda não havia sido assinado. Preocupados em saber como ficarão os salários dos empregados que já trabalham na fábrica e que eventualmente sejam mantidos pelo novo proprietário, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reuniram-se ontem, em São Paulo, com representantes da Caoa, que pertence ao empresário brasileiro Carlos Alberto de Oliveira Andrade. À tarde, a entidade distribuiu à imprensa nota explicando que o objetivo do encontro foi discutir condições trabalhistas "no caso de o grupo comprar a fábrica". No comunicado, o presidente do sindicato, Wagner Santana, destacou que "desde o anúncio do fechamento da unidade a entidade tem acompanhado de perto a possibilidade de uma saída para preservar empregos". Procurado, o grupo Caoa não se pronunciou.

Pouco antes de o sindicato informar sobre a reunião, o governo paulista convocou a imprensa para, às 15h de hoje, "falar sobre a resolução da fábrica de caminhões da Ford". A coincidência dos dois episódios no mesmo dia levou a conclusões de que a venda havia sido concluída ou está próxima de acontecer. O grupo CAOA, que hoje produz veículos da coreana Hyundai em Goiás e da chinesa Chery no interior de São Paulo, tem interesse em expandir as atividades na área de veículos comerciais. A fábrica da Ford já tem pronta uma linha de produção de caminhões. Embora antigas, as instalações têm posição estratégica, às margens da via Anchieta, principal via de acesso ao porto de Santos.

Há alguns meses, Oliveira Andrade pediu um empréstimo ao governo de São Paulo para modernizar a fábrica. Com o pedido recusado, ele foi bater à porta do BNDES. Mas não houve avanços, segundo fontes a par das negociações. Nas conversas com a Ford teria surgido também a ideia de um arrendamento das instalações industriais da montadora. Apontando seguidos prejuízos, em fevereiro, a Ford anunciou o fechamento da fábrica de São Bernardo. Naquele momento, a direção da montadora disse que não havia obtido sucesso na tentativa de venda da unidade. Desde então, o governo paulista prometeu encontrar um comprador para a fábrica inaugurada em 1967 e que tornou-se um dos ícones da indústria automotiva no ABC. 

Com a decisão da Ford, 2,5 mil trabalhadores ficaram sem perspectiva de emprego. Doria prometeu que parte deles poderia ser absorvida pelo futuro comprador. A programação da Ford prevê encerramento gradual das atividades até o fim de novembro. Em agosto, a montadora interrompeu a produção do automóvel Fiesta. Com isso, foram extintos os primeiros 700 postos de trabalho. Parte dos operários permanece na fábrica para concluir as últimas encomendas. A Ford desistiu de produzir caminhões, no Brasil e no mundo. Outra parte aceitou um plano de demissão antecipada, que ofereceu vantagens adicionais aos que aceitassem sair antes de a empresa fechar as portas. Mas muitos permaneceram na expectativa de que o novo dono dessa fábrica os mantenha empregados. 

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