• Pontaria Novo Governo
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

30/08/2019 | Com fraco crescimento global, Brasil se destaca - O Globo

Com o crescimento global desacelerando, a expansão de 0,4% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre deste ano acabou se destacando num ranking de 40 países elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating. O país ficou atrás apenas de Indonésia e Estados Unidos, que apresentaram, respectivamente, crescimento de 1% e 0,5% no período em relação ao primeiro trimestre.

O Brasil ficou ao lado de países como China e Ucrânia, que também viram suas economias se expandirem 0,4% na mesma comparação, e à frente de nações como Coreia do Sul (0,3%), Holanda (0,1%), Chile (0,2%), Portugal (0,1%) e Finlândia (0,2%).

—O resultado surpreendeu. Na minha expectativa, o PIB até viria negativo no segundo trimestre —disse Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. —Mesmo assim, o número mostra que o governo temmuitosdesafiosparaqueo Brasil volte a crescer com consistência, dando andamento às reformas estruturais. Quando vemos o crescimento do segundo trimestre, o Brasil teve expansão de país desenvolvido, mas ainda tem necessidades de emergente.

O economista observa que, embora a China tenha crescido 0,4% no segundo trimestre, no indicador do PIB anualizado, considerando os últimos 12 meses, a expansão do país asiático é de 6,2%. Já a do Brasil é de apenas 1%.

TEMOR DE DESACELERAÇÃO

Na comparação entre o resultado do segundo trimestre com o mesmo período de 2018, o Brasil cai para a 36ª posição no ranking da Austin, enquanto a China fica na liderança, com alta de 6,2%, seguida pela Índia, com 5,6%.

Silvia Matos, pesquisadora do FGV/Ibre, avalia que o temor de uma desaceleração global, em meio à disputa comercial entre China e EUA, e a crise econômica da Argentina podem reduzir o ímpeto de crescimento da economia do Brasil ao longo deste ano:

— O cenário internacional não está favorável. Os sinais ainda são de risco.

Para Thiago Xavier, economista da consultoria Tendências, o segundo semestre será difícil para países emergentes. Ele avalia que o Brasil pode enfrentar turbulências na Bolsa e no câmbio, já que investidores podem ficar mais avessos ao risco, e ter mais dificuldade para exportar:

— Com países crescendo menos, compras internacionais tendem a ser reduzidas, o que afeta diretamente o Brasil.

Fatos e Notícias

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02