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30/08/2019 | Citando 'avanço tecnológico', Bradesco lança o segundo PDV de sua história - O Estado de S. Paulo

O Bradesco anunciou nesta quinta-feira, 29, um novo programa de demissão voluntária (PDV), o segundo na história do banco. O objetivo do movimento, conforme o vice-presidente da instituição, André Cano, é adequar o quadro de colaboradores ao avanço da tecnologia, que diminui a exigência de recursos humanos.

O PDV do Bradesco ocorre após os concorrentes Itaú Unibanco e Banco do Brasil também anunciarem iniciativas nesta direção. Enquanto o BB acaba de concluir seu programa, que desligou 2,3 mil funcionários e custou R$ 260 milhões, o Itaú aceita adesões até o próximo sábado, 31, e mira um número de 6,9 mil pessoas.

O Bradesco não abriu o número de funcionários almejado com o PDV nem a economia de gastos que terá após o movimento. Segundo Cano, não há uma meta. Adiantou, contudo, que o Bradesco espera que o programa seja menor que o feito há dois anos na esteira da incorporação das operações do HSBC no País e que atraiu cerca de 7,5 mil colaboradores e um custo de mais de R$ 2 bilhões.

O segundo PDV do Bradesco terá início na próxima segunda-feira, dia 2, e vai até 16 de outubro. Na mira, estão funcionários com mais de 20 anos de casa – no primeiro, a régua era maior mirava funcionários com até dez anos de casa e pessoas que tinham estabilidade no emprego, mas desejavam deixar a instituição.

Na rede de agências, poderão aderir ao PDV, segundo Cano, apenas os aposentados ou que estão em condições de se aposentar.

Para atrair adesões, o Bradesco está oferecendo pagamento único de 60% do salário por ano trabalhado, limitado a 12 salários e 18 meses de cobertura de plano de saúde, além dos direitos previstos em lei. O banco oferecerá ainda seis meses adicionais de vale alimentação.

"O objetivo do PDV é no fundo a adequação do quadro do banco à uma nova realidade em termos de processos e tecnologia que estamos investindo há bastante tempo e tem levado o banco a uma produtividade maior", explicou o vice-presidente do Bradesco, em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Apesar do aumento da concorrência com fintechs e novos entrantes, principalmente nas áreas de investimentos e cartões, o executivo disse que o PDV não tem relação com o ambiente de competição mais acirrada no País. "Não é isso ainda. Tem naturalmente uma visão permanente de controle de custos."

Fechamento de agências

O Bradesco também tem uma preocupação de não impactar sua força de vendas com o PDV. Tanto é que, segundo Cano, com o processo de digitalização dos serviços financeiros, os clientes têm deixado de ir às agências, mas o banco não prevê um "plano massivo" de enxugamento da rede. Para este ano, o banco espera fechar 100 pontos físicos, patamar bem abaixo da redução de 565 agências feita em 2017 em função da compra do HSBC.

Ao fim de junho, a rede de atendimento do banco somava 4.581 agências, com a redução de 36 ante dezembro. Já o quadro de colaboradores, em vez de diminuir, cresceu. O Bradesco somava 99.198 ao término do primeiro semestre, com a adição de 593 funcionários em relação a dezembro.

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