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27/08/2019 | 11 dicas para o profissional com mais de 50 anos atuar no mercado de trabalho - O Estado de S. Paulo

Ao longo de mais de quatro anos à frente da MaturiJobs tenho visto muitas pessoas com mais de 50 anos tentando voltar ao mercado de trabalho com dificuldade de se encaixar profissionalmente nesta fase da vida, principalmente após atuar por décadas no mundo corporativo e, ao sair, encontrar um mundo diferente do que estava acostumado.

Essa dificuldade gera ansiedade, frustração e até depressão e por isso esse momento requer atenção. Com calma e, principalmente, preparação, algumas pessoas conseguem encontrar seu novo lugar ao sol e buscar novos caminhos, ou mesmo voltar ao mundo corporativo.

A caminhada até esta nova etapa, entretanto, pode ser longa e certamente não será simples, mas é possível para todos. Por isso juntei informações que considero valiosas ao analisar diversos casos de sucesso e de fracasso, ouvir depoimentos e especialistas, assim como muitas empresas. As dicas servem para profissionais de qualquer idade, mas para os maturis em especial:

1. Conheça-se mais e melhor

Autoconhecimento é o primeiro passo para buscar novos caminhos ou iniciar uma nova fase. Quanto mais você se conhecer entendendo o que quer e o que não quer fazer, o que gosta e o que não gosta mais, quais os sonhos, desejos, limitações (e o motivo delas) e fazer planos, mais assertividade nas próximas escolhas. 

2. Abra-se ao novo

Novas pessoas, novos lugares e novos assuntos são fundamentais. Questione-se: o que eu posso fazer de novo? O que tenho vontade de fazer e nunca fiz? Reflita porque nunca fez tal coisa e o que o impede de realizar isso agora. Conheça novas pessoas e novos lugares. Frequente eventos de networking, espaços de coworking e faça um curso diferente, que lhe trará perspectivas novas. Interaja com mais jovens.

3. Seja resiliente

Não desista dos seus sonhos. Entenda que nem tudo será sucesso e você encontrará obstáculos, mas que eles fazem parte e o mais importante é aprender com os erros e as dificuldades. Acredite no processo e repense o que é sucesso para você. Muitas pessoas depois de uma certa idade passam a entender que “ser” é mais importante do que “ter” e assim sentem-se mais livres para fazer o que amam.

4. Abrace a tecnologia

O “isso não é para mim” ou “isso é coisa de jovem” não existe. Pare de dar desculpas para aprender a mexer naquele aplicativo ou usar um novo programa, pois a tecnologia está cada vez mais acessível e intuitiva. A partir do momento em que você enxerga a tecnologia como uma aliada, portas se abrirão. Peça ajuda sempre que precisar, mas entenda que não há como fugir da tecnologia. Mesmo gestores em funções estratégicas precisam ter “cultura digital”. Aliás, me diga: como está seu networking virtual e o seu perfil profissional nas redes sociais?

5. Seja humilde

 Além de pedir ajuda para lidar com as novidades, é importantíssimo também entender que profissões estão mudando e novas habilidades são exigidas. Por mais experiência que se tenha, não há como saber tudo. Por isso, buscar atualização, conversar com as pessoas e pedir conselhos o ajudará muito. Quem não tem esse tipo de atitude ou acha que não precisa aprender nada novo ficará para trás.

6. Esteja disponível para aprender

Tenha disponibilidade e iniciativa para aprender coisas novas. Alguns especialistas falam hoje em desaprender para reaprender. Isso significa ter a noção e a humildade de que muito do que você aprendeu e sabe hoje – principalmente habilidades técnicas – pode estar ultrapassado. Busque entender o que você precisa fazer e aprender para se reposicionar. Mesmo se você ainda estiver dentro de uma organização, não pare nunca de aprender e buscar treinamentos.

7. Seja colaborativo

As organizações estão cada vez mais horizontais. Ou seja, aquele antigo formato hierárquico onde você se reportava somente ao seu chefe e o seu assistente ou estagiário somente obedecia a suas ordens não existirá mais. Os jovens de hoje em dia questionam tudo e são mais colaborativos. É normal pessoas de áreas e de funções diferentes interagirem de forma recorrente para trocar ideias. As organizações mais modernas não só incentivam a troca como estão atentas à capacidade de compartilhamento de informações e trabalho em rede entre seus colaboradores.

8. Relacione-se com os mais jovens e abrace a diversidade

Assim como mais horizontais e colaborativas, as organizações estão mais diversas e isso é ótimo, mas nem todos sabem lidar com a diversidade. Até porque quando muitos maturis entraram no mercado de trabalho o ambiente era completamente diferente. Piadas de mau gosto e machismo eram coisas normais. Hoje não são tolerados pelas empresas, e as pessoas perdem empregos por não se adaptarem. Mais do que um caminho sem volta, isso é ótimo para todos. A diversidade gera inovação e reflete melhor o público consumidor. Além disso, estar aberto a ensinar aos jovens e aprender com eles será valioso para você e bem visto por seu chefe.

9. Trabalhe sua autoestima

Chegar a uma reunião ou entrevista de trabalho cabisbaixo, com receio, medo do que está por vir ou quase pedindo por favor para ser contratado só contará contra você. Empodere-se da sua experiência de vida, seus valores, realizações e aprendizados ao longo da carreira e tenha claro os seus diferenciais e qualidades. Saiba contar suas experiências!

10. Entenda a diferença entre trabalho e emprego

A especialista em recursos humanos Cecília Pedro Barboza, responsável pelo processo de seleção da MaturiJobs, diz que a nova mentalidade é enxergar o trabalho como produção e não como função, ou seja, eu não preciso mais estar dentro de uma empresa para oferecer meus serviços. É uma mudança de mentalidade entendendo que o modelo de emprego formal está em franco declínio, mas o trabalho não. Entender que novas formas de trabalho existem e crescem cada vez mais é fundamental para encontrar seu espaço. Mais do que buscar uma oportunidade, é preciso criar sua nova oportunidade.

11. Conheça as diferentes formas de trabalho

A maior parte da população brasileira já trabalha em um modelo diferente do CLT, como costuma mostrar o pesquisador, coach e especialista em carreiras Edgard Pitta de Almeida, que criou o termo emPROendedor explicando que, além de termos uma atitude empreendedora, precisamos ser proativos em criar o nosso trabalho. Pode ser como freelancer, MEI (microempreendedor individual), consultor, empreendendo um negócio, em cooperativa até mentorias voluntárias a pessoas com menos experiência.

Essas são algumas das inúmeras possibilidades de trabalho que principalmente a internet tem possibilitado. Elas são cada vez mais flexíveis e funcionam muitas vezes de forma totalmente remota, ou seja, onde o trabalho é feito de forma virtual e quando às vezes contratado e contratante nem se conhecem.

* Mórris Litvak é fundador e CEO da MaturiJobs e da MaturiServices (plataformas de recolocação e desenvolvimento profissional para pessoas 50+), graduado e pós-graduado em engenharia de software pela FIAP de São Paulo 

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