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23/08/2019 | Nobel de Economia prioriza bons empregos a investir em educação - Valor Econômico

Do ponto de vista econômico, é mais importante ampliar a oferta de "bons empregos" do que investir na melhoria da educação. O americano Paul Romer - um dos vencedores do Nobel de Economia em 2018 - reconhece que sua afirmação "vai deixar um monte de gente irritada", mas ressalta que é esta a realidade mostrada pelos dados: vagas em que o trabalhador precisa se aprimorar continuamente, aquelas em que o empregado sofre pressão para adquirir novas habilidades, são essenciais para a expansão econômica. "Por 'bom emprego', quero dizer empregos nos quais as pessoas aprendem no trabalho. E esses tendem a ser empregos no setor formal, dos quais a pessoa pode ser demitida se não fizer o seu trabalho", frisou o economista de 63 anos, professor da Universidade de Nova Iorque. O risco de ser mandado embora é um dos fatores que fazem com que o profissional não se acomode, justifica. "Esses, muitas vezes, não são os empregos mais confortáveis. Mas, você sabe, as escolas mais confortáveis também não são o melhor lugar para aprender.

É preciso um pouco de estresse para [a pessoa] se fortalecer." Ex-economista-chefe do Banco Mundial, Romer não foge das polêmicas, inclusive daquelas relacionadas a um tema que está em evidência no Brasil: a discussão sobre a oposição ou não entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. "Podemos progredir ao mesmo tempo no sentido de proporcionar mais renda e de proteger o meio ambiente. Mas, ao mesmo tempo, temos de reconhecer que algumas pessoas, às vezes, vão dizer como eleitores [por meio das urnas]: 'Eu me preocupo mais com emprego, alimento e moradia no momento'. E nós temos de ouvi-las, porque - se vivemos numa democracia - são os eleitores que decidem", ponderou. Romer cita a China como exemplo de país que está ampliando os seus esforços para diminuir a poluição atmosférica à medida que se expande economicamente. "O que vemos na maioria dos países é que, quanto mais ricos ficam, mais se esforçam para proteger o meio ambiente", analisou o ganhador do Nobel.

Em breve passagem pelo Brasil, para participar no Rio de Janeiro da cerimônia de entrega do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, Romer falou de forma resumida a respeito do impacto das ideias sobre o crescimento econômico, defendendo a adoção de tecnologias "abertas", que possam ser desenvolvidas e aperfeiçoadas de forma colaborativa. No extremo oposto, ele citou as tecnologias "proprietárias", protegidas por patentes e controladas apenas pelas empresas desenvolvedoras. "O que deveríamos estar fazendo é buscar modelos de negócio que resultem em lucro mas que não requeiram monopólio ou controle", defendeu o americano, para quem o momento atual é de "muito controle" por parte das empresas que atuam por meio de tecnologias proprietárias. "Há muita concentração, menos competição, menos escolha. E isso não é bom para a economia, para a inovação, para os consumidores", acrescentou. 

Apesar da passagem pelo Banco Mundial, de onde saiu após apontar o que classificou como uma manipulação de dados prejudicial ao Chile, o economista não vê o multilateralismo como uma ferramenta essencial para solucionar questões vitais da economia global, como a guerra comercial entre China e Estados Unidos. "Instituições multilaterais são oportunidades importantes para colaboração diplomática. São importantes para as nações trabalharem juntas, trocarem [informações], colaborarem umas com as outras. Mas creio que a maior parte dos problemas importantes no mundo seriam resolvidos por ações unilaterais e não pelas [iniciativas] multilaterais", argumentou, para depois soltar um comentário irônico: "Quando [o líder chinês] Deng Xiaoping decidiu: 'Não quero que a China seja tão pobre', ele não tentou formar uma coalizão multilateral ao redor do globo para resolver o problema da China."

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