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19/08/2019 | Aplicativos ajudam síndicos a gerir condomínios e a reduzir gastos - O Estado de S. Paulo

Aplicativos desenvolvidos para a gestão condominial revolucionaram a vida de quem mais precisa cuidar de perto dos prédios: os síndicos. As facilidades tecnológicas se iniciam com a redução da burocracia e a eficiência na comunicação entre gestor e moradores, mas vão além disso. Com alguns toques, é possível fazer reservas de salões de festas e churrasqueiras, gerar boletos bancários após o vencimento, checar as regras de convivência e ainda reduzir os custos do condomínio.

Apontado como o “calcanhar de Aquiles” de quem precisa viver em comunidade, o agendamento de serviços foi um dos grandes benefícios promovidos pela digitalização do livro de ocorrências. Em casos de condomínio-clube, que contam com áreas de lazer para crianças, adultos e regras diversificadas, era um problema com que o marido de Ana Rita Oliveira precisava conviver.

Como em Salvador não existia nada disponível no mercado, a analista de sistemas fez da necessidade de casa um negócio: criou, em 2016, o My Cond. O app se expandiu para além da Bahia e hoje é utilizado em São Paulo, Paraná, Maranhão, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Ana Rita conta que, apesar de o aplicativo ser gratuito, o principal serviço oferecido por ele é a geração de boletos, ao custo de R$ 4,19 (a unidade). Deste modo, é possível garantir a geração de lucro em escala para a startup. “Nós importamos todas as informações das unidades e o síndico, com um clique, faz a emissão dessa folha de pagamento. Quando a dívida é quitada, o sistema se atualiza. É uma administração virtual de condomínios. Fazemos tudo o que uma administradora faz, mas à distância”, diz.

Segundo Néia Oliveira, gerente de implantação do Condomínio App, os ruídos que um agendamento podem provocar são inúmeros, a depender de quem anote a demanda (síndico, porteiro ou zelador), onde a solicitação foi marcada e até uma possível solicitação duplicada.

“Para o síndico, é muito complicado ter um condomínio com 100 apartamentos, o que gira em torno de 250 pessoas com desejos e necessidades diferentes. O aplicativo ajuda a manter tudo organizado como em uma planilha, sem os riscos de duplicidade. É tudo automatizado e faz com que o síndico se torne mais profissional no que está fazendo”, defende.

A uma taxa de cerca de R$ 1,50 por unidade e cinco acessos por smartphone, o serviço é atrativo para públicos diversos, de classes A a D. Em São Paulo, o Condomínio App é majoritariamente utilizado por moradores de Alphaville; no Rio de Janeiro, os principais usuários são residentes de conjuntos do programa Minha Casa, Minha Vida. No segmento mais econômico, síndicos conseguem organizar melhor o comércio informal e promover uma comunicação eficiente entre os moradores, ajudando a convocar reuniões e auxiliar na segurança.

“Há uma área de classificados em que a gente consegue oferecer o ‘match’ de serviços que moradores oferecem, que vão de venda de cosméticos a quitutes, só que sem deixar o condomínio desorganizado. Além disso, o morador consegue avisar melhor seu vizinho sobre reuniões e até possíveis tiroteios, para alertar ao pessoal da segurança”, detalha Néia.

Conjunto habitacional

Direcionado a esse mesmo público de conjuntos habitacionais foi desenvolvido o aplicativo SmartSíndico em São Paulo. Segundo Guilherme Ribeiro, empreendedor responsável pelo app, existia uma demanda reprimida dos condomínios de baixa renda no que diz respeito à administração. “Uma boa administradora nem sempre atende a uma determinada região periférica ou não está interessada em condomínios mais populares. Há ainda o fator preço.”

Com o aplicativo, o síndico pode gerenciar o condomínio, gerar boletos e até diminuir a inadimplência sob o custo de até R$ 7,90 por apartamento. “No combate à inadimplência, contamos com o fator transparência. O síndico tem de aprovar as contas, e os moradores recebem as informações na hora, com o que foi pago ou não e até quem está em débito. Isso gera uma pressão social: nem o devedor gosta de estar exposto e os outros moradores podem cobrar o vizinho. A gente vê que isso funciona”, explica.

A dívida da inquilina de uma irmã, em Curitiba, foi justamente o pontapé que Rafael Lauand precisava para desenvolver o Lar App com um sócio. “A moradora ficou dois anos sem pagar o condomínio e a administradora sequer entrou em contato para avisá-la. Quando isso aconteceu, a gente viu que existia uma oportunidade no mercado”, explica. De acordo com o CEO da startup, o objetivo é conectar o morador e o síndico e ainda oferecer o serviço de uma administradora a custos mais baixos.

O aplicativo está em funcionamento há pouco mais de um ano também em São Paulo e já facilitou a vida de síndicos como José Júnior. “Antes eu tinha dificuldade de fazer a gestão efetiva do condomínio, ver o meu controle de fluxo de caixa, os inadimplentes, quem são os moradores, proprietários e inquilinos, e ter uma visão de manutenção do condomínio”, conta. Agora, consegue até promover pesquisas e saber a opinião sobre determinado tipo de serviço, com um canal de comunicação facilitado.

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