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14/08/2019 | Região metropolitana perde peso na indústria de São Paulo - Valor Econômico

A região metropolitana de São Paulo teve uma forte perda de participação na indústria no Estado entre 2002 e 2018, de 46% para 35%, contribuindo para diminuir também a fatia do PIB da região, que apesar disso ainda representa mais da metade da atividade estadual, segundo a Fundação Seade. Enquanto isso, o interior ganhou peso.

A instituição atualizou ontem a série histórica da atividade das regiões paulistas desde o ano de 2002. Quem ganhou participação - industrial e no PIB paulista no período - foram as regiões de Campinas e Sorocaba, para onde tem ido parte das indústrias que se instalaram no Estado nos últimos anos. E são elas, as mais industrializadas, que puxaram a economia paulista no pós-recessão, pelo menos até 2018. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017 e 2018 a indústria paulista cresceu 3,5% e 0,7%, respectivamente.

No primeiro semestre deste ano, a produção caiu 0,9% na comparação com 2018. Segundo a Seade, o PIB da Grande São Paulo registrou expansão de 1,8% ao ano entre 2002 e 2018, desempenho inferior ao das demais regiões industrializadas (2,2%) e da média do Estado (2,3%), o que reflete a perda de dinamismo da economia da região, movimento que pode estar associado ao processo de desarticulação do parque industrial da capital e da região do ABC.

Ao mesmo tempo, Sorocaba e Campinas se beneficiaram do processo de expansão da atividade da indústria e cresceram em ritmo mais acelerado, cerca de 3% ao ano. São as duas únicas regiões que ganham participação no PIB paulista no período de 2002 a 2018. Outras ficam estáveis ou perderam peso. "A região de Campinas é a segunda mais industrializada do país. É maior que a de Estados como Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro", diz Vagner Bessa, gerente de indicadores econômicos da Fundação Seade.

De fato, enquanto a participação da região metropolitana de São Paulo na indústria do Estado caiu, a da região de Campinas subiu de 20,8% para 24,8%, e a de Sorocaba, de 4,9% para 7,5%. Da mesma forma, essas áreas ganham espaço nos serviços, que caem na Grande São Paulo. "Problemas logísticos, plantas sucateadas e falta de espaços disponíveis fazem a indústria sair da Grande São Paulo e migrar para áreas próximas, com mercado consumidor e melhor infraestrutura", afirma Bessa. Dados de outro levantamento da fundação mostram que, no ABC, a indústria de Santo André, caiu do oitavo para o 13º lugar no Estado de 2003 para 2016.

São Caetano saiu do ranking dos 20 maiores e São Bernardo foi de quarto para sexto. O município de São Paulo continua em primeiro, mas perdeu peso. No levantamento da Seade chama atenção o desempenho da região administrativa de Registro. Composta por 14 municípios, do Vale do Ribeira e do litoral sul, conhecida como a área mais pobre do Estado, tanto o PIB quanto PIB per capita locais cresceram 10%, em média, ao ano de 2002 a 2018. Com uma economia muito pequena, a região permanece com a menor participação na atividade paulista, de 0,3%, a mesma de 2002.

De acordo com Bessa, esse desempenho aparentemente extraordinário é simplesmente estatístico e deve-se à exploração de petróleo na Bacia de Santos. Pela regra criada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor adicionado da produção no mar é atribuído a municípios próximos aos campos de exploração. A região tem municípios em frente a esses campos, como Cananeia e Iguape, e recebe royalties e participações especiais. A renda do royalty pode até fomentar alguma atividade econômica, mas isso não tem força para mudar o patamar da atividade local. "Tem impacto na arrecadação. Mas não é isso que define o crescimento expressivo dessa região", diz o técnico.

A Seade também destaca que o conjunto das regiões do agronegócio ou complexo sucroalcooleiro (São José do Rio Preto, Bauru, Araçatuba e outras), que representam 14,8% da economia do Estado, cresceu, em média, 2,4% ao ano entre 2002 e 2018. Essa evolução foi fortemente influenciada pelo avanço territorial da cana-de-açúcar e pela consolidação do complexo sucroalcooleiro como o núcleo econômico regional. São José do Rio Preto e Bauru registraram taxas médias de crescimento (4% e 3,4% ao ano, respectivamente) bem mais elevadas do que as demais regiões do grupo, que cresceram a taxas de até 2,1% ao ano.

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