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06/08/2019 | Varejo cresceu em junho puxado por supermercados, projetam analistas - Valor Econômico

Com bom desempenho nas vendas de supermercados e de veículos, o varejo deve ter registrado variações positivas em junho, tanto no conceito restrito, como no ampliado, avaliam economistas. No acumulado de 12 meses, porém, o setor deve seguir refletindo a perda de dinamismo da atividade no segundo trimestre, quadro que pode se reverter à frente com o saque do FGTS. 

A mediana de 24 estimativas colhidas pelo Valor Data aponta para alta de 0,5% do varejo restrito em junho, em relação a maio com ajuste sazonal. O intervalo de projeções é amplo, indo de queda de 0,2% a alta de 1,4%. Na comparação anual, o ponto médio das projeções é de 0,6%. Para o varejo ampliado, que, além das oito atividades acompanhadas no varejo restrito, inclui automóveis e material de construção, a estimativa mediana é de avanço de 0,6% na comparação mensal ajustada e de 2,2% em relação a junho de 2018. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulga amanhã a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

A 4E Consultoria projeta alta de 0,3% para o varejo restrito e de 0,5% para o ampliado em junho, em relação a maio com ajuste sazonal. "As vendas de supermercados divulgadas pela Abras vieram boas, com alta de 0,9% na margem com ajuste sazonal, o que deve favorecer o desempenho do varejo restrito", afirma Giulia Coelho, economista da 4E. Já as vendas de veículos divulgadas pela Fenabrave cresceram 9,4% em junho, na comparação anual, o que é um bom sinal para o varejo ampliado, acrescenta a analista. Em 12 meses, porém, o setor deve continuar mostrando perda de dinamismo. "Com a reforma da Previdência e o FGTS, a tendência é que o varejo volte a ganhar tração", afirma Giulia.

O Haitong espera alta de 0,8% para o varejo restrito em junho, na comparação mensal ajustada, e de 1% na base anual. Flávio Serrano, economista-chefe do banco, calcula quo setor deve encerrar o segundo trimestre com alta de apenas 0,1% na margem, idêntica ao resultado do primeiro trimestre. "Tal fraqueza está muito relacionada ao atual nível elevado de desemprego, que tem limitado o crescimento da renda real e da massa de rendimentos." A Mapfre Investimentos espera retração do comércio varejista em junho no conceito restrito (-0,2%) e aumento no ampliado (0,8%).

Sobre a tendência para o consumo à frente, ela destaca que a confiança dos consumidores segue em baixa. Além disso, o mercado de trabalho segue com taxa de desemprego estável, em termos dessazonalizados, e com crescimento da população ocupada puxado pela informalidade.

Para a equipe da Mapfre Investimentos, iniciativas como a liberação do FGTS, o corte da taxa Selic e o lançamento da "Semana do Brasil" (espécie de Black Friday em setembro) podem proporcionar "algum alento ao consumo, mas a retomada efetiva seguirá condicionada pela confiança do consumidor, pelas concessões de crédito e, em especial, pelo mercado de trabalho". 

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