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01/08/2019 | Confiança empresarial é a mais alta desde março - Valor Econômico

Impulsionada por expectativas mais favoráveis, a confiança do empresariado mostrou em julho o maior patamar em quatro meses. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,9 ponto entre junho e julho, para 93,9 pontos, melhor pontuação desde março deste ano (94,6 pontos) informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). A sustentabilidade dessa alta, porém, ainda é duvidosa, segundo Viviane Seda Bittencourt, coordenadora de sondagens da fundação.

Ela defende que, para retomada sustentável da confiança entre as empresas, seria necessária a melhora efetiva de economia no cenário atual - o que não aconteceu. A confiança avançou em 67% dos 49 segmentos que integram o ICE em julho. Nos dois sub-indicadores componentes do ICE, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu apenas 0,1 ponto entre junho e julho para 89,9 pontos; enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 0,9 ponto e foi a 101 pontos.

Ou seja: além de aumento fraco no ISA, o indicador ainda se mostra em patamar distante dos 100 pontos (limite favorável). "Esse nível de situação atual reflete um pouco a estagnação econômica", explicou ela. Em relação às expectativas, Viviane afirmou que a alta mais intensa representa a confiança do empresário em melhora no futuro. Assim, segundo ela, o ICE não subiu devido a uma alguma melhora real na economia. "Isso é preocupante", observou. Ela comentou que a aprovação do texto-base da reforma da Previdência pela Câmara ajudou a elevar expectativas do empresariado.

Como a condução de política econômica do governo ficou voltada para o tema desde o início do ano, a lógica dos empresários é que, com a aprovação, agora haverá espaço para pensar em ações para se reativar a economia. No entanto, ao ser questionada se a autorização pelo governo de saques de parte de contas do FGTS e PIS/Pasep poderia conduzir a uma trajetória sustentável de aumento na confiança empresarial, ela comentou que essa ação, por si só, não teria essa força. "É uma medida boa, mas vai atingir um nicho específico da economia.

Vai ter melhora em comércio e serviços, indústria de não duráveis", concluiu, frisando que a ação não geraria melhora disseminada no consumo. Para Viviane, outras medidas precisam ser tomadas para que ocorra reaquecimento mais forte na economia. "É preciso melhorar a atividade do momento presente, para a demanda se recuperar, e todos passem a vender, a produzir e fiquem mais otimistas com emprego." Somente assim a confiança empresarial entraria em retomada sustentável, afirmou ela. 

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