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24/07/2019 | Dados indicam 'respiro' da economia no 2º tri, diz Ibre - Valor Econômico

A atividade segue em recuperação frágil, mas os dados apontam para um "respiro" de abril a junho, que deve conter a rodada de piora do humor de empresários e consumidores, avalia o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas. Para a entidade, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,4% entre o primeiro e o segundo trimestres, feitos os ajustes sazonais, depois de ter recuado 0,2% no primeiro trimestre.

Na edição de julho do Boletim Macro, divulgada com exclusividade ao Valor, o Ibre ajustou ligeiramente a projeção para o aumento do PIB em 2019, de 1,2% para 1,1%. Mesmo assim, o número segue acima do consenso de mercado para o período, de alta de 0,8%. "Os desenvolvimentos recentes na economia e na política contribuem para uma redução do pessimismo", afirmam os pesquisadores Armando Castelar Pinheiro e Silvia Matos. Após a divulgação de dados fracos de inflação para julho, e também levando em conta a política monetária expansionista do Fed (Federal Reserve, o BC americano), o Ibre passou a trabalhar com corte da Selic já na reunião do Copom deste mês, o que também deve ajudar a melhorar a percepção dos agentes econômicos.

Na política, Pinheiro e Silvia destacam a surpresa positiva em relação à reforma da Previdência, que passou em primeiro turno na Câmara com 379 votos, acima do mínimo de 308 votos. Ainda que a mudança no sistema de aposentadorias não resolva o problema fiscal sozinha, o placar favorável, segundo eles, contribuiu para gerar nova onda de otimismo sobre o encaminhamento de outras reformas estruturais. O sentimento de melhora não se restringe apenas às expectativas.

Setor que concentra as maiores frustrações em relação ao desempenho neste ano, a indústria de transformação deu sinais de aquecimento no segundo trimestre, aponta o Ibre. Coordenadora do boletim, Silvia ressalta que a base de comparação fraca do segundo trimestre de 2018 - devido à greve dos caminhoneiros - ajudou a atividade industrial a reagir em maio deste ano, período em que avançou 11,2% sobre igual mês do ano passado. "Há uma visão menos pessimista do setor sobre a produção prevista para os próximos três meses, para as demandas interna e externa", diz ela, citando dados da Sondagem da Indústria de Transformação.

Pelos cálculos do Ibre, considerando a trajetória já observada em abril e maio e a expectativa de recuo de 6,2% da produção em junho ante igual mês do ano anterior, a atividade nas fábricas deve ter encerrado o segundo trimestre em nível 1,1% acima do mesmo período de 2018. A queda superior a 6% em relação a junho de 2018 é considerada normal por Silvia, porque junho deste ano teve dois dias úteis a menos. Já o PIB do setor deve ter crescido 0,5% na mesma comparação, segundo Silvia, projeção que pode ser elevada, a depender do resultado da produção do mês passado, ainda não conhecido.

Na passagem do primeiro para o segundo trimestre, o instituto estima que o PIB da indústria manufatureira aumentou 1,2%, depois de duas retrações seguidas. A volta ao campo positivo também deve ter puxado outros componentes do PIB para cima, afirma Silvia. Ainda pelo lado da oferta, o Ibre calcula que o PIB dos serviços subiu 0,5% de abril a junho, enquanto o setor agropecuário encolheu 0,6%. O maior tombo no período, porém, deve ter ocorrido na indústria extrativa mineral, cujo PIB caiu 1,7% no período nas projeções da entidade. A forte retração está relacionada ao desastre da Vale em Brumadinho (MG), à redução de extração de minério de ferro em outras regiões e, também, à menor produção de petróleo, aponta Silvia.

Excluindo-se do PIB a agropecuária e a indústria extrativa, mais voláteis, os dados também mostram aceleração da atividade, destaca o Ibre. Para o indicador que desconsidera os dois setores, o grupo de conjuntura da entidade espera crescimento de 1,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2018, pouco mais do que o dobro do registrado no primeiro trimestre (0,6%). "Contudo, vale lembrar que esse avanço é sobre um período muito ruim do ano passado, quando a atividade foi prejudicada por fatores como a paralisação dos caminhoneiros, a crise argentina, a turbulência eleitoral e a piora das condições financeiras", ponderam. 

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