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23/07/2019 | Confiança industrial indica maior queda em 4 meses - Valor Econômico

A confiança da indústria deve ter tido em julho a maior queda em quatro meses, com o empresariado frustrado com a atual situação dos negócios, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Uma das principais reclamações do setor, e que vem ganhando força, é a falta de demanda interna, aponta outra pesquisa, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A prévia do Índice de Confiança da Indústria, da FGV, apontou recuo de 1,7 ponto, ante os 94 pontos no resultado completo de junho.

O dado mostra que o empresariado do setor não imaginava que o mês de julho poderia continuar a ser tão ruim nos negócios, com a confiança em queda em três das quatro categorias analisadas: bens de capital, bens intermediários e não duráveis, enquanto a de bens duráveis permaneceu estável. Segundo a economista Renata de Mello Franco, do Instituo Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, foi frustrada a expectativa do setor de melhora na atividade mais robusta em meados de 2019. "Nada disso aconteceu e agora todos parecem estar revisando para baixo a projeção do PIB [para este ano]", comentou ela. "Ninguém esperava em julho estar assim."

Para o Bradesco, o resultado do indicador continua a sugerir atividade industrial fraca neste mês, apontando para queda na pesquisa do IBGE sobre o segmento. A economista disse, porém, que o indicador pode voltar a mostrar sinal positivo a partir de mês que vem. Isso porque o resultado da prévia ainda não conta com a provável aprovação da reforma da Previdência, que deve ocorrer até setembro.

Além disso, as respostas do setor industrial não levavam em conta informações sobre possibilidade de saques do FGTS e do PIS/Pasep - que podem ajudar a reativar consumo e aquecer economia. Para a especialista, a confiança industrial em julho deve terminar em queda, embora menos tênue que a observada na prévia. "Gostaria de ressaltar que a maioria das empresas [pesquisadas para a prévia] foi entrevistada antes da aprovação do texto-base da reforma da Previdência [no dia 10 de julho]", acrescentou ela, notando que isso poderia contribuir para queda menos intensa no resultado completo de julho do indicador. Além do levantamento da FGV, a pesquisa da CNI mostrou que houve redução do consumo no Brasil e alertou para a ampliação de dificuldades na situação financeira das companhias. De acordo com ela, 41,1% das empresas reclamaram da demanda interna como um dos principais problemas enfrentados pelo setor no segundo trimestre deste ano.

Esse número é 3,6 pontos percentuais acima do registrado nos três meses anteriores, na quarta alta consecutiva para o dado, que só fica atrás da carga tributária elevada (42,4% das menções) entre as principais queixas do empresariado. A CNI ressaltou que as condições financeiras das empresas continuam debilitadas. Os índices de satisfação com o lucro operacional e com a situação financeira das empresas permanecem abaixo dos 50 pontos de um total de cem. Isso indica que os empresários estão insatisfeitos com o lucro e com as condições financeiras das empresas. 

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