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16/07/2019 | Serviços um pouco melhor, mas não chegam a animar (Fernando Dantas) - O Estado de S. Paulo

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio deu um pequeno alento no festival de más notícias sobre atividade econômica e revisões para baixo das projeções do PIB em 2019.

Apesar de se esperar um crescimento mais avantajado em relação a maio de 2018 (por causa da baixa base de comparação, em função da greve dos caminhoneiros), o avanço do volume de serviços prestados no País, de 4,8%, ficou acima não só da mediana das projeções (3,5%), mas também do teto de 4,6%. Na comparação com abril na série dessazonalizada, os serviços ficaram estáveis, mas acima da mediana das previsões, de -0,3%.

Luana Pimentel, economista do FGV/Ibre, nota que os serviços medidos pela PMS são um dos segmentos que mais demoraram para se recuperar após a grande recessão de 2014-2016. A taxa acumulada em 12 meses mergulhou no território negativo em junho de 2015 e lá permaneceu até dezembro de 2018, quando zerou, tendo começado a crescer a partir de janeiro de 2019. Nos 12 meses até maio deste ano, os serviços da PMS cresceram 1,1%.

Quatro das grandes categorias dos serviços cresceram no acumulado em 12 meses até maio: serviços de informação e comunicação; serviços prestados às famílias; outros serviços; e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios.

O problema reside nos serviços profissionais, administrativos e complementares, que entraram no negativo no acumulado em 12 meses no início de 2015 e lá ainda estão, registrando recuo de 0,3% no ano até maio.

“Basicamente, esses são os serviços prestados por empresas para empresas”, explica Luana.

Dentro dessa categoria os serviços “técnico-profissionais” abrangem áreas mais sofisticadas, como engenharia, e o mau desempenho está muito ligado ao baixo investimento e à lentidão da retomada econômica. Já os “administrativos e complementares” incluem serviços como limpeza e segurança, “que tendem a ser aqueles que sofrem cortes em períodos de dificuldades financeiras das empresas”, como acrescenta a economista.

Na comparação de maio deste ano conta o mesmo mês do ano passado, os serviços profissionais, administrativos e complementares foram a categoria que menos cresceu, com 1,8%, bem abaixo dos 4,8% dos serviços da PMS como um todo. Os serviços técnico-profissionais recuaram 1,4% e os administrativos e complementares cresceram 3%.

Um economista de uma gestora de recursos no Rio nota ainda uma certa discrepância entre o dado relativamente forte do crescimento dos serviços prestados às famílias, de 6,5% em maio ante o mesmo mês de 2018 (sendo que abril e março registraram alta de, respectivamente, 3,6% e 4,6% na mesma base de comparação), e outros indicadores de consumo – como varejo, que parecem estar desacelerando na margem.

Numa visão mais ampla, a leitura um pouco melhor da PMS em maio não parece ter motivado os analistas a mudar suas projeções de crescimento do PIB para o ano. É ainda muito pouco, e o fato é que o dado dessazonalizado indica estabilidade em relação a abril.

A expectativa é de que a economia acelere no segundo semestre, mas em função mais do que se prevê do que do que já se vê. Precisamente, a aposta geral é que o ganho de confiança com a provável aprovação de uma boa reforma da Previdência e um novo ciclo de queda da Selic impulsionem a economia a partir de agora. A intensidade desses efeitos, entretanto, é uma das grandes dúvidas que divide o mercado neste momento.

Fernando Dantas é colunista do Broadcast

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