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16/07/2019 | Inflação baixa global pode ser reflexo de abertura de economias - Valor Econômico

Os baixos índices de inflação observados em países avançados e emergentes nas últimas décadas podem ser um reflexo do maior grau de abertura das economias, sugere um estudo publicado ontem que tem entre seus coautores a nova diretora de Assuntos Internacionais do Banco Central, Fernanda Nechio.

Dados apresentados no estudo mostram que, nas duas últimas décadas, a inflação vem apresentando uma tendência mundial de queda, com um padrão parecido entre economias avançadas e emergentes. Isso apesar do forte recuo recente do desemprego nos países desenvolvidos, o que em tese deveria levar a maior pressão inflacionária. Esse comportamento benigno dos preços tem levado alguns economistas a sustentar que foi quebrada a relação histórica entre emprego e inflação, descrita na chamada curva de Phillips.

O estudo diz que é cedo para anunciar a morte da curva de Phillips. Isso porque, além do grau de ociosidade no mercado de trabalho, estão em jogo outros fatores que explicam o declínio da inflação.

No caso dos países ricos, as expectativas de inflação ancoradas ajudaram a sustentar o baixo nível de inflação, enquanto que nas economias em desenvolvimento a persistência inflacionária desempenhou um papel importante em determinar a inflação. No caso dos países desenvolvidos, a importância das expectativas em determinar a inflação aumentou depois da grande crise financeira mundial de 2008, enquanto que no caso dos emergentes a importância desse componente diminuiu.

Apesar disso, a inflação em países avançados e emergentes oscilou dentro das mesmas tendências ao longo do tempo, subindo e baixando com o mesmo padrão. De acordo com o estudo, as diferentes experiências entre países avançados e emergentes sugerem que outras forças estão por trás da queda da inflação em nível global. "A resposta parece estar em alguns fatores subjacentes comuns, que podem ser relacionados à crescente abertura comercial, às cadeias de fornecedores globais e aos maiores fluxos de capital e investimentos entre os países", afirma o levantamento.

O texto, com título em inglês "Why is inflation low globally?" (numa tradução livre, "Por que a inflação é baixa globalmente?"), foi escrito por Oscár Jordà, Chiltra Marti, Fernanda Nechio e Eric Tallman. Todos são economistas do Federal Reserve de San Francisco, com exceção de Fernanda, que deixou recentemente esse banco regional do sistema do Fed (banco central dos Estados Unidos) para assumir a diretoria de Assuntos Internacionais do Banco Central.

O estudo está disponível em bit.ly/30xS6BE 

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