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10/07/2019 | IPCA de junho sobe e atinge 0,01%, diz IBGE - O Estado de S. Paulo

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou junho com alta de 0,01%, ante uma alta de 0,13% em maio, informou nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a menor variação mensal do indicador desde novembro de 2018, quando houve queda de 0,21%.

O resultado veio pouco acima da mediana (-0,03%) das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de -0,07% a 0,08%. 

A taxa acumulada pelo IPCA no ano de 2019 foi de 2,23%. O IPCA em 12 meses ficou em 3,37% (ante 4,66% em 12 meses até maio). Essa foi a menor variação desde maio de 2018, quando o índice atingiu 2,86%.  O acumulado em 12 meses até junho de 2019 tira da conta a variação registrada em junho de 2018. Naquela ocasião, o IPCA avançou 1,26%, por causa dos efeitos da greve dos caminhoneiros, que parou o País em maio do ano passado. 

Os grupos Alimentação e Bebidas e Transportes sofreram os principais impactos de baixa no mês. Alimentação e Bebidas recuou 0,25%, com impacto negativo de 0,06 ponto porcentual (p.p.) no índice. Na composição, a alimentação em casa caiu 0,39% em junho, enquanto a alimentação fora de casa subiu 0,02%. Segundo Fernando Gonçalves, gerente de Sistema Nacional de Índices de Preços (SNIPC) do IBGE, a melhora na oferta de feijão e de frutas contribuiu para a segunda deflação mensal seguida de alimentos. Na média, as frutas tiveram deflação de 6,14% no IPCA de junho.

O grupo Transportes registrou deflação de 0,31%, com impacto negativo também de 0,06 p.p. no IPCA de junho. O destaque ficou com a gasolina, cujo preço caiu, em média, 2,04%. Sozinho, esse item tirou -0,09 p.p. do IPCA de junho.

A deflação de Transportes só não foi maior por causa das passagens aéreas, cujos preços avançaram 18,90%. Sozinho, esse item acrescentou 0,07 p.p. no IPCA de junho. O feriado de Corpus Christi, a demanda de turistas sul-americanos por causa da Copa América, uma base de comparação fraca em maio e os efeitos dos problemas da Avianca no mercado podem explicar essa alta. 

“A passagem aérea estava com uma base menor (em maio). Junho teve feriado e teve a Copa América. São eventos que justificam os aumentos”, afirmou Gonçalves.

O maior impacto de alta no IPCA de junho veio do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, com aumento de 0,64%, acrescentando 0,08 ponto porcentual (p.p.) no indicador. Segundo Gonçalves, a taxa de 2,19% nos perfumes (1,50% no subgrupo higiene pessoal) e de 0,80% no plano de saúde explicam a pressão do grupo.

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados, também teve teve elevação de 0,01% ao mês, após subir 0,15% em maio. Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 2,45% no ano de 2019, além de avanço de 3,31% em 12 meses.

Em junho de 2018, o INPC tinha sido de 1,43%.

Construção civil

O Índice Nacional da Construção Civil (INCC/Sinapi), por sua vez, subiu 0,35% em junho, após elevação de 0,11% em maio.

Em 2019, o acumulado ficou em 1,97%. A taxa acumulada em 12 meses foi de 4,25%.

Segundo o IBGE, o custo nacional da construção alcançou R$ 1.135,88 por metro quadrado em junho, acima dos R$ 1.131,89 por metro quadrado registrados em maio. A parcela dos materiais teve aumento de 0,45%, enquanto o custo da mão de obra subiu 0,24%.

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