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27/06/2019 | Espaço de serviços tem forte expansão - Valor Econômico

Os shoppings estão ampliando a área de prestação de serviços para os clientes, com mais clínicas, laboratórios e universidades. Em alguns centros de compras, em quatro anos, o espaço dedicado à categoria saltou de 9,5% para 17% do total de lojas, mas ainda há potencial para expansão. Um levantamento da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) aponta que 1% das unidades do país ainda não fazem parte de um complexo multiuso, com centros médicos ou faculdades.

Por outro lado, nos "strip malls" ou shoppings a céu aberto, em que as lojas são enfileiradas com entradas para a rua, os estabelecimentos reservados para os serviços dominam as operações, com 38,2% do total, antes mesmo dos pontos de alimentação (22,9%). "Pesquisas recentes destacam que mais de 50% das visitas aos shoppings não têm como objetivo a realização de compras e acontecem por conta da oferta de serviços, conveniência e lazer", afirma André Chaves, sócio da consultoria Bain & Company. No Shopping Taboão, em Taboão da Serra (SP), o mix de serviços passou de 12% das operações, em 2017, para 15% do total. Inaugurado em 2002, tem 180 lojas e recebe, em média, 50 mil pessoas ao dia. O aumento de serviços está dentro de um planejamento estratégico, que visa oferecer mais facilidades aos clientes, explica a superintendente Bettina Quinteiro.

Uma das aquisições mais recentes é o Hospital Cema, inaugurado em fevereiro. São nove consultórios médicos, de diagnóstico e tratamento de doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta, para consultas particulares e de planos de saúde. Em breve, deve ser aberta uma Polivet, clínica veterinária e de serviços de pet shop. Desde 2017, também abriga uma unidade da Universidade Paulista (Unip), com mais de 600 alunos.

Novas operações devem ser adicionadas por conta de uma expansão, com o início de obras previsto para o primeiro semestre de 2020. Fábio Segura, superintendente do Passeio das Águas Shopping, em Goiânia (GO), diz que a área destinada aos serviços saltou de 9,5% para 17% do total locável, nos últimos quatro anos, um salto de 80%. "Foram quase seis mil m2 a mais", afirma. O local tem unidades da Faculdade Araguaia e do Vapt Vupt, central de serviços do governo do Estado. "A universidade garante o aumento do fluxo e uma maior venda para os lojistas, principalmente de setores como alimentação."

No Complexo Tatuapé, que reúne na zona leste de São Paulo os shopping Metrô Tatuapé e Metrô Boulevard Tatuapé, das 500 lojas, 37 (7,4%) são ligadas a serviços. "Buscamos um mix mais completo, com lavanderias, oficinas de costura e locação de veículos", diz o gerente de marketing, Danilo Senturelle. Um dos atrativos com maior fluxo é a locação de carros. O Tatuapé já tem duas empresas especializadas nesse modelo de serviço. Em fevereiro, recebeu uma nova clínica médica, a Cia da Consulta, que se junta a outras duas unidades da rede Dr. Consulta, do mesmo segmento, inauguradas em 2014 e 2018.

Daniel Lima, gerente de marketing do Shopping Praça da Moça, em Diadema (SP), afirma que até o final do ano o endereço terá um laboratório da rede Lavoisier, com cerca de 400 m2 . "A facilidade de estacionamento, a segurança e a possibilidade de horários estendidos são fatores positivos tanto para as operações quanto para o cliente", diz. "Todos ganham." Com dez anos de atividade, o Praça da Moça tem 160 lojas satélites, nove âncoras, cinco megalojas e 26 bandeiras de alimentação. A parte de serviços, que inclui dois bancos, representa 7,5% da área bruta locável (ABL) - era 4,6%, em 2016. Há menos de um mês, inaugurou uma clínica odontológica da OdontoCompany.

A circulação no centro de compras é, em média, de 30 mil visitantes ao dia. No ano passado, criou um espaço de coworking, com wi-fi livre, que funciona também nos finais de semana e feriados. Para Alexandre Bicudo, superintendente do Shopping Pátio Paulista, os complexos precisam se reinventar constantemente para atrair e reter clientes. "O consumidor busca cada vez mais 'resolver a vida' em um só lugar." A parcela do mix de serviços passou de 5,3% do mapa de lojas, em 2015, para 12,8% do total, este ano.

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