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05/06/2019 | Leves sinais positivos no comércio exterior - O Estado de S. Paulo

O saldo comercial de US$ 6,42 bilhões (diferença entre exportações e importações) de maio veio em linha com as expectativas dos especialistas e mostra uma recuperação das exportações, que passaram de US$ 19,7 bilhões em abril para US$ 21,4 bilhões no mês passado, melhor resultado mensal deste ano. O superávit da última semana de maio foi de US$ 1,4 bilhão e contribuiu para os dados positivos observados no mês, com a ajuda do número de dias úteis (22, contra 21 em maio de 2018).

O ponto mais importante é a recuperação das vendas de manufaturados, que avançaram 29,5% em relação a maio de 2018. Cresceram, em especial, as vendas de gasolina, óleos combustíveis, laminados planos de ferro/aço, partes de motores e turbinas para aviação, aviões, motores e turbinas para aviação, pneumáticos, motores e geradores elétricos e máquinas e aparelhos para terraplenagem. Podese falar, assim, numa razoável diversificação de itens positivos.

Também avançaram as exportações de semimanufaturados (+15,4% em relação a maio de 2018), mas caíram em 3,9% as vendas de itens básicos, influenciadas pelas quedas da receita de exportação de minério de cobre, soja em grão e farelo de soja. O recuo dos preços de commodities, com destaque para a soja, impediu uma melhora mais nítida do comércio exterior.

Em maio, o Brasil dependeu mais das vendas para o Oriente Médio (+86,8% em relação a maio de 2018) e para os Estados Unidos (+60,1%), do que para a China – que compra mais itens básicos, como soja – e para a Argentina, que já foi grande importadora de veículos.

O saldo comercial, decisivo para o equilíbrio das contas cambiais, vem sendo ajudado por um aspecto negativo, que é o baixo nível da atividade econômica. Uma recuperação mais nítida da economia deverá significar um aumento de importações, com reflexos negativos sobre o superávit.

Num cenário global desafiador, com a piora das relações comerciais entre os Estados Unidos e a China e o menor crescimento do comércio internacional, o desafio brasileiro é manter a corrente de comércio (soma de exportações e importações), que recuou 0,3% entre os primeiros cinco meses de 2018 e de 2019, mas ainda atingiu US$ 422,2 bilhões nos últimos 12 meses, com aumento de 8,8% em relação aos 12 meses anteriores.

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