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05/06/2019 | Indústria cresce 0,3% em abril, mas ainda acumula queda de 2,7% no ano - Folha de S. Paulo

Após registrar grande queda em março, a produção industrial brasileira fechou abril em alta de 0,3%, informou nesta terça (4) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos quatro primeiros meses do ano, porém, o setor ainda acumula queda de 2,7%.

Em abril, segundo o IBGE, houve expansão em 20 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo instituto. As principais influências positivas foram veículos automotores (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%).

Todos eles reverteram resultados negativos registrados em março, quando a produção industrial brasileira registrou queda de 1,4%.

"A gente observa um predomínio de resultados positivos", disse o gerente da pesquisa, André Macedo. Segundo ele, é o perfil de crescimento mais espalhado desde junho de 2018, logo após a greve dos caminhoneiros, quando 22 dos 26 ramos apresentaram alta em relação ao mês anterior.

Ainda assim, Macedo pondera que ainda é prematuro falar em recuperação. "A produção industrial vem se caracterizando pela volatilidade no comportamento", diz ele. "Ora cresce, ora recua, tentando adequar a produção à demanda." 

Em seu terceiro resultado positivo, a produção de bens de capital cresceu 2,9%, puxados por bens industriais e de construção. Em três meses, o setor acumula alta de 9,1% no período, insuficiente, porém, para compensar os três meses que queda anteriores. 

Os bens de consumo tiveram alta de 3,1%, puxados pela alta de 3,4% dos duráveis, impulsionados produção de automóveis e eletrodomésticos da linha branca. Os bens de consumo não duráveis cresceram 2,6%.

Já a indústria de bens intermediários caiu 1,4%, com forte impacto da indústria extrativa, que continua sofrendo os efeitos do desastre de Brumadinho (MG), que deixou até o momento 245 mortos e 25 desaparecidos e levou à paralisação de minas da Vale em Minas Gerais. 

De acordo com o IBGE, a produção desse setor caiu 9,7% em abril. Foi o quarto recuo seguido. No ano, o setor acumula queda de 25,7%. 

Segundo Macedo, os efeitos da tragédia têm sido determinantes no desempenho da indústria brasileira. A indústria de transformação, por exemplo, teve alta de 1,2% em abril e está hoje em nível 1,9% superior a dezembro de 2018.

"Sem Brumadinho, gente estaria ainda num campo negativo, mas com um sentimento de queda menor", disse ele. Em relação a abril de 2018, a indústria extrativa recuou 24%, a queda mais intensa da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002. 

Nessa base de comparação, a indústria brasileira como um todo recuou 3,9%, com resultados negativos em 13 dos 26 ramos pesquisados. Foi o segundo resultado negativo em sequência e o terceiro no ano - a exceção foi fevereiro.

"Essa característica de produção industrial que tem dificuldade de encontrar o crescimento permanece", analisa Macedo. "Isso é razoável, considerando que os fatores estruturais permanecem: a crise de confiança que afeta a decisão dos empresários e o consumo das famílias, a perda de parceiros comerciais, como a Argentina, a demanda doméstica afetada pelo desemprego."

Em 12 meses, a indústria brasileira acumula queda de 1,1%. Em maio, diz ele, existe a possibilidade de que efeito estatístico ajude a melhorar esse resultado, já que maio de 2018 foi muito prejudicado pela greve dos caminhoneiros.

Pesquisa da consultoria IHS Markit indica, porém, que a situação em maio ainda é ruim. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), calculado pela consultoria, caiu a 50,2 no mês, ante 51,5 registrados em abril.

É o número mais baixo em 11 meses e está próximo da estagnação - quando o índice atinge a marca de 50. 

"O setor industrial do Brasil caminhou para estagnação na metade do segundo trimestre, com declarações dos participantes da pesquisa destacando um cenário político preocupante, desemprego alto, confiança morna e desempenho econômico fraco em destinos importantes da exportação", afirmou a economista do IHS Markit, Pollyanna De Lima.

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