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04/06/2019 | Produção industrial no Brasil sobe 0,3% em abril, aponta IBGE - O Estado de S. Paulo

A produção industrial subiu 0,3% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 4, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, porém, o setor acumulou queda de 3,9%.  Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal. 

A alta de 0,3% registrada pela indústria em abril ante março diminuiu ligeiramente a distância entre o patamar de produção atual e o ponto mais elevado já registrado na série histórica da Pesquisa. Em abril, o patamar de produção estava 17,3% menor que o auge alcançado em maio de 2011, em nível semelhante ao de janeiro e fevereiro de 2009. "Permanece nesse patamar já há algum tempo", ressaltou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto.

Apesar do crescimento em abril, nos quatro primeiros meses do ano, a indústria caiu 2,7%. E no acumulado em 12 meses, recuou 1,1%. 

A principal influência para o resultado negativo foi o setor extrativo, que teve a produção de minério de ferro afetada pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Por conta da tragédia, a indústria extrativa teve queda de 9,7% e somou o quarto resultado negativo seguido na comparação com o mês anterior, acumulando -25,7% no ano. 

"A produção industrial brasileira está 1% abaixo do patamar de dezembro, enquanto que a produção da indústria de transformação está 1,9% acima do patamar de dezembro. A indústria extrativa está impactando negativamente o resultado da indústria como um todo", ressaltou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. "Em abril o crescimento se espalhou dentro da indústria de transformação."

As indústrias extrativas tiveram uma perda recorde de 24,0% na produção em abril ante abril de 2018, a mais acentuada da série histórica iniciada em 2002, ainda como reflexo da tragédia de Brumadinho, afirmou Macedo.

"Efeitos causados pelo acidente, unidades sem produção, seja por decisões judiciais ou da própria empresa por algum risco envolvido, estão afetado o desempenho. Somado a isso, têm as condições climáticas (desfavoráveis) no Norte do País afetando a produção de minério de ferro no Pará", explicou o gerente da pesquisa.

Produção avança em 20 dos 26 ramos industriais 

A indústria registrou avanços na produção em 20 das 26 atividades pesquisadas na passagem de março para abril, segundo os dados do IBGE. Na média global, a produção cresceu 0,3%.

As principais influências positivas foram de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%). Todos reverteram o comportamento negativo observado em março: -2,8%, -0,1%, -3,9% e -5,0%, respectivamente. 

Outras contribuições positivas relevantes foram de bebidas (3,4%), metalurgia (1,7%), couro, artigos para viagem e calçados (5,4%), produtos têxteis (5,8%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,0%) e produtos de borracha e de material plástico (1,9%). 

Em abril, o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 2,0%, a segunda queda seguida, com perda acumulada de 5,0% no período.

O índice de Média Móvel Trimestral da indústria teve ligeira queda de 0,1% em abril.

Bens de capital 

A produção da indústria de bens de capital teve alta de 2,9% em abril ante março, segundo o IBGE. Na comparação com abril de 2018, o indicador mostrou recuo de 0,6%. 

No ano, houve redução de 3,1% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 1,8%.

Bens de consumo

Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou alta de 3,1% na passagem de março para abril. Na comparação com abril de 2018, houve queda de 0,3%. No ano, a produção de bens de consumo caiu 1,5%. No acumulado em 12 meses, o recuo foi de 1,0%.

Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de abril foi de avanço de 3,4% ante março. Em relação a abril de 2018, houve alta de 1,2%. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve elevação de 2,6% na produção em abril ante março. Na comparação com abril do ano passado, a produção encolheu 0,7%.

Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção recuou 1,4% em abril ante março. Em relação a abril do ano passado, houve uma retração de 6,1%. No ano, os bens intermediários tiveram redução de 3,1%. Em 12 meses, houve diminuição de 1,5% na produção.

Revisões

O IBGE revisou o resultado da produção industrial em março ante fevereiro, de -1,3% para -1,4%. A taxa de fevereiro ante janeiro saiu de 0,6% para 0,7%.

Na categoria de bens de capital, a taxa de março ante fevereiro foi revisada de 0,4% para 0,5%. O resultado de fevereiro ante janeiro saiu de 4,7% para 5,5%, enquanto o desempenho de janeiro ante dezembro passou de -2,4% para -2,2%.

A taxa de bens intermediários em março ante fevereiro passou de -1,5% para -1,6%.

O desempenho de bens de consumo duráveis em março ante fevereiro passou de -1,3% para -0,6%. A taxa de fevereiro ante janeiro saiu de 3,6% para 3,8%, e o resultado de janeiro ante dezembro foi revisto 0,9% para 1,3%.

Já os bens de consumo semi e não duráveis em março ante fevereiro foram revisados de -1,1% para -0,9%.

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