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04/06/2019 | O drama da falta de trabalho - O Estado de S. Paulo

Os mais de 28 milhões de brasileiros que podem e querem trabalhar, mas não encontram ocupação adequada, compõem o retrato social mais dramático de um país com a economia estagnada e que, a despeito das esperanças geradas há cinco meses pela posse de um novo governo, não vê saídas num prazo razoável. A queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano na comparação com os dados dos últimos três meses de 2018 aferida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou uma economia muito mais fraca do que se podia imaginar quando o governo do presidente Jair Bolsonaro tomou posse, em 1.º de janeiro. A frágil base de apoio de que o Executivo dispõe no Legislativo, a falta de disposição e habilidade políticas do presidente da República para estabelecer formas saudáveis e produtivas de negociação com os parlamentares e fazer andar as reformas de que o País necessita, o aparente desdém com que a equipe econômica do governo trata dos problemas orçamentários cotidianos das famílias e os ligados às atividades produtivas, entre outros fatores preocupantes que predominam no cenário político-econômico fortalecem as projeções de que a recuperação será lenta e ainda não está visível. Isso torna ainda mais sombrio o quadro do mercado de trabalho, que se recompõe com lentidão quando a produção começa a avançar.

No trimestre encerrado em abril, faltou trabalho para 28,372 milhões de pessoas no País, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua relativa ao trimestre móvel fevereiro-abril e apresentada nos Indicadores IBGE. Essas pessoas formam a força de trabalho subutilizada. Esse indicador incluiu os desocupados, isto é, trabalhadores que procuraram ativamente uma ocupação e não a encontraram no período examinado; as pessoas que estão subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas; as que no período de referência da pesquisa não estavam ocupadas nem desocupadas, mas tinham potencial para se transformar em força de trabalho; e as pessoas que, de tanto fracassarem nas suas tentativas de reinserção no mercado, desistiram de procurar emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar se conseguissem uma ocupação.

A subutilização da força de trabalho é a maior desde o início da série do IBGE, em 2012, tanto em números absolutos como em porcentagem (de 24,9% do total da força de trabalho no trimestre considerado). Isso significa que um quarto dos brasileiros aptos e dispostos a trabalhar não encontra ocupação adequada.

A população desocupada, de 13,2 milhões de pessoas, é maior do que a do trimestre anterior (12,6 milhões) e praticamente igual à do mesmo trimestre de 2018. É consequência do pífio desempenho da economia desde 2017.

O drama familiar e o entrave para a retomada do consumo – sem o qual não haverá recuperação robusta da produção e das vendas – sintetizados nesses números reduzem, quando não esmagam, o eventual otimismo que alguns dados da Pnad Contínua poderiam instilar. Há, de fato, algumas variações positivas nos dados do mercado de trabalho no trimestre móvel fevereiro-abril.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada – que significa emprego em geral mais bem remunerado e que oferece mais garantias e segurança ao trabalho – foi de 33,1 milhões de pessoas, o que representa aumento de 1,5% (ou mais 480 mil pessoas) sobre igual trimestre do ano passado. Ressalve-se, porém, que a informalidade continua sendo a principal porta de entrada do mercado de trabalho.

Outro dado que não chega a ser animador, mas pelo menos não se deteriorou nos últimos meses, é o relativo à renda. O rendimento médio real habitual no trimestre fevereiro-abril, de R$ 2.295, ficou estável em relação ao trimestre anterior e em relação a igual trimestre do ano passado. A massa de rendimento real habitual, de R$ 206,8 bilhões, ficou estável em relação ao trimestre novembro-janeiro e subiu 2,8% em relação a um ano antes.

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