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27/05/2019 | Mercados medem temperatura na política após semana de trégua - Valor Econômico

Os acenos conciliadores dados nos último dias por representantes do Executivo e do Congresso abriram espaço para uma recuperação dos ativos brasileiros. Na última semana, o Ibovespa passou por uma recomposição de preços e o dólar voltou a cair ante o real. A trégua, no entanto, é relativizada e participantes do mercado se questionam até quando o alívio deve prevalecer.

O dólar acumulou queda de 2,05% e interrompeu uma sequência de sete semanas de alta. Só na sexta-feira, a baixa foi de 0,80%, aos R$ 4,0152. Os juros longos caíram cerca de 0,30 ponto porcentual no período. Já o Ibovespa somou ganho de 4,04%, aos 93.628 pontos, apesar da leve baixa de 0,30% no último pregão. O gatilho para essa melhora foi a distensão dos ânimos em Brasília.

Os parlamentares destravaram a pauta no Congresso e votaram Medidas Provisórias (MP) que estavam próximas de caducar. Mas o armistício tem duração incerta e os preços ainda refletem uma certa cautela: o dólar continua acima de R$ 4 e o Ibovespa tem dificuldade para superar os 94 mil pontos. "É impossível saber quanto tempo essa aparente trégua vai durar ou se haverá alguma nova escalada das tensões que termine em um resultado menos construtivo", aponta o banco holandês ING, em relatório a clientes. Entre os riscos, cita a instituição, está o cenário partidário fraturado e também as investigações que miram em membros importantes do governo e do Congresso. Um teste para essa relativa calmaria pode ser a reação aos protestos deste domingo.

Isto porque os atos agregaram manifestantes com pautas como o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Com receio de voltar a azedar a relação com os demais poderes, Bolsonaro e outras figuras do Executivo e do PSL recuaram e decidiram não participar das manifestações. Para Fernanda Consorte, economista-chefe e estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, outro tema que será monitorado nesta semana será o andamento das MPs no Congresso. Entre elas estão a da reforma administrativa, que precisa passar pelo Senado, e a do saneamento básico, que não foi votada.

Já a reforma da Previdência deve continuar sem gerar novidades concretas. O parecer da comissão especial é esperado somente para a semana do dia 15 de junho. Paralelamente, a entrevista do ministro da Economia, Paulo Guedes, à revista "Veja" pode movimentar os bastidores, uma vez que ele voltou a dar um recado duro tanto ao governo como aos parlamentares, diz Fernando Bergallo, diretor da FB Capital. "A postura dele não é nova, mas acaba tensionando o ambiente. Vamos ver qual será a reação dos parlamentares à entrevista", diz. 

Em entrevista à publicação que começou a circular na sexta, o economista disse que entregaria o cargo se o projeto de reforma da Previdência enviado ao Congresso resultasse numa economia menor que R$ 800 bilhões. Apesar de coincidir com o defendido pelo próprio Bolsonaro meses atrás, o número está acima do esperado por vários bancos e consultorias. Consorte minimiza o comentário de um número menor. "Esse é um processo negocial. O ministro está forçando uma situação antes de conseguir o acordo. Para mim, uma economia de R$ 600 bilhões ou R$ 700 bilhões já estaria de bom tamanho."

 

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