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15/05/2019 | Crescimento não vem e varejo trava investimento - Valor Econômico

O varejo tem segurado os investimentos no país, e esse adiamento acabou ganhando força maior depois que acabaram frustradas as expectativas de retomada econômica neste ano. Para destravar esse processo, a aprovação da reforma da Previdência é crucial, mas a expectativa de que o projeto seja sancionado não poderia ter parado o país, diz Marcelo Silva, eleito para a presidência do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).

O seu nome foi anunciado ontem pelo instituto, para mandato de dois anos, em substituição a Antonio Carlos Pipponzi. "Estamos com ritmo parecido com o ano passado, andando de lado, e a expectativa era maior, todo mundo falava em PIB [Produto Interno Bruto] de 3%.

Mas o clima piorou, caiu para 2%, e alguns mais pessimistas falam em 1,1%, 1,2%. Caiu porque concentraram todas as atenções na reforma e ela patinou entre março e abril. Com a percepção de que poderá ser mais demorado, as coisas pararam". Na semana passada, uma das principais associações do setor, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), reduziu a previsão de crescimento do varejo de 5,2% para 4,9% em 2019. Em 2018, foi 5%. "Criamos uma expectativa de uma reforma que é importantíssima, mas não a ponto de parar a economia do país".

Silva lembra que há uma crença de que a aprovação possa acelerar o crescimento de forma imediata, mas os investimentos do setor devem ser destravados gradualmente. Ocorre que, na crise, ganhos de produtividade acabaram crescendo e ocupando espaço nos planejamentos. "Tem empresas que continuam investindo e muitas pararam. O nível de investimento no Brasil está baixíssimo e o ritmo da retomada [desses desembolsos] vai depender de como vier humor e a confiança do consumidor", diz Silva, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. Nos últimos anos, o IDV se tornou a principal entidade representativa das grandes varejistas no país. Ganhou força especialmente pela atuação inicial de um grupo de empresários, liderados por Luiza Helena Trajano e Flávio Rocha.

O instituto funciona por meio de comitês formados por diretores de redes associadas. Fazem parte da entidade cerca de 130 empresas, entre varejistas (GPA, Renner, Magazine Luiza Riachuelo, RD), restaurantes (IMC, Bob's), academias e empresas de venda direta (Avon). Segundo Silva um dos pilares do IDV é o combate à ilegalidade por parte des redes que atuam de maneira "criativa", sonegando impostos para "escapar" do Fisco, diz. O instituto teve dois encontros com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em dezembro e janeiro. Um dos aspectos tratados na última

reunião foi o apoio ao projeto de reforma trabalhista e simplificação tributária. Um novo encontro com a equipe econômica pode ocorrer entre maio e junho. Outro movimento que o IDV tem acompanhado é de redução na taxa cobrada sobre a venda dos lojistas pelo cartão de crédito e sobre a operação de antecipação de recebíveis.

Isso se refletiu num aumento de competição no setor financeiro. "Temos várias jabuticabas no varejo no país", diz ele. "O MDR [Merchant Discount Rate, taxa cobrada pelos cartões sobre a venda] leva boa fatia da receita das pequenas redes. Nós queremos o que acontece nos países mais desenvolvidos, que operam sistemas mais competitivos. Porque cobrar 3% a 4 % da venda é demais". Questionado se uma queda nas taxas poderá ser repassada aos clientes, ou absorvida na forma de maiores margens das lojas, Silva diz que essa decisão cabe a cada empresa. 

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