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13/05/2019 | Grandes empresas recorrem a escritório compartilhado - Folha de S. Paulo

Depois de entrar na moda por oferecerem espaços de trabalho descolados para startups e profissionais autônomos, os escritórios compartilhados ou flexíveis agora também abrigam profissionais de grandes empresas.

O movimento, na visão de responsáveis por espaços do tipo, reflete tanto a busca por redução de custo com imóveis e serviços na crise como a intenção dessas companhias de levar os funcionários para mais perto de um ambiente que favorece a inovação a partir da convivência entre pessoas com experiências variadas.

A Regus, que tem 74 escritórios no Brasil, viu sua demanda vinda de grandes empresas por seus espaços crescer 100% anuais nos últimos dois anos, diz Tiago Alves, presidente da empresa no país.

Na rede, a participação de grandes empresas na ocupação dos espaços de trabalho subiu de 5% para 30% em cinco anos, considerando as com faturamento a partir de R$ 20 milhões ao ano e ao menos 20 funcionários alocados.

“Esse movimento começou com pequenas empresas, e os escritórios flexíveis eram vistos como local para o empreendedor”, diz Alves.

“Isso foi mudando, muito impulsionado pela crise, que fez com que grandes empresas passassem a olhar para custos de escritório de forma diferente”, afirma o presidente da Regus.

Entre as empresas que alocam parte de suas equipes em seus espaços ele cita Ford, Amazon, Petrobras, Uber e a consultoria Accenture.

Ele ressalva que, diferentemente do que acontece no caso das pequenas empresas, é comum que as maiores precisem de uma sala mais reservada para que apenas seus profissionais trabalhem, em vez de dividir mesas com pessoas de outras companhias.

Isso é necessário, principalmente, para garantir o sigilo das informações internas.

O crescimento das companhias maiores no setor é confirmado por Lucas Mendes, diretor-geral da rede americana WeWork no Brasil, onde a companhia tem 19 unidades.

Segundo ele, 30% dos espaços da WeWork são ocupados por grandes empresas no mundo. No Brasil, o percentual é ainda maior, afirma.

“Buscamos ter um preço mais baixo por funcionários do que quando a pessoa banca o escritório sozinha. E estar em local físico que permite compartilhar ideias é bom para a produtividade”, afirma Mendes.

Renato Auriemo, presidente da Co.W, rede de coworkings de cinco unidades, conta que a busca das grandes pelos espaços do tipo fez até com que ele tivesse de passar a construir escritórios maiores a partir de 2017, para que eles não fossem tomados por poucas companhias.

Hoje, as grandes empresas ocupam quase 60% dos postos oferecidos pela rede. Em 2016, eram 7%.

Entre as empresas que ocupam cadeiras por lá estão Oracle, Unilever e Carrefour.

“Já recebi pedido de uma empresa por 250 lugares e não tínhamos isso disponível. Neste mês, por outro lado, inauguramos uma área com 500 lugares para uma só empresa”, afirma Auriemo.

Em abril, o Carrefour aderiu ao coworking levando 50 profissionais de sua divisão responsável por negócios digitais para uma unidade da Co.W.

Paula Cardoso, presidente do Carrefour eBusiness Brasil, diz que a escolha por esse tipo de espaço refletiu o desejo de trazer mais inovação.

Segundo ela, o espaço mais aberto, com menos divisórias e no qual não existem lugares marcados, favorece conversas mais produtivas.

Para ela, o coworking também reduz até o número de emails disparados sem nenhuma necessidade.

“Quando você tem sala, mesas, empresa organizada por áreas e paredes, isso não propicia a criação de grupos multidisciplinares”, afirma Cardoso.

Também há planos de levar startups parceiras do Carrefour para trabalhar no mesmo espaço.

Com isso, espera-se que funcionários das diferentes empresas possam aprender juntos observando seus estilos de trabalho diferentes.

Renato Fusaro, diretor imobiliário da Johnson & Johnson na América Latina, conta que a empresa usa escritórios compartilhados no Brasil há três anos.

A integração ocorre nas cidades de Porto Alegre e também de Belo Horizonte.

O principal motivo para a tomada de decisão é financeiro. Como a companhia possui até 30 profissionais em cada uma dessas cidades, não compensaria investir em um escritório próprio, afirma o diretor imobiliário da Johnson & Johnson.

Fusaro, que também é presidente da CoreNet, organização para executivos da área de gestão estratégica de patrimônio imobiliário, ressalva que, apesar das vantagens do escritório compartilhado, uma sede própria costuma ser mais eficaz para transmitir a cultura e os valores da empresa aos funcionários.

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