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07/05/2019 | Economia vive situação delicada, mas PIB terá alta no 1º tri, prevê Sachsida - Valor Econômico

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse ao Valor que o resultado do PIB do primeiro trimestre deve ser positivo, a despeito das projeções de mercado apontarem risco de queda. Ele, no entanto, admite que a economia brasileira vive um momento delicado, mas é enfático em dizer que não cabe se pensar em medidas de estímulo fiscal para impulsionar a atividade econômica no curto prazo. "É ficção achar que isso vai gerar crescimento. Entendo que, se o país estivesse com as contas públicas em ordem, poderia se pensar em estimular a demanda, embora não concorde com esse caminho.

Mas, no momento em que estamos, com problemas fiscais sérios, estimular a demanda só pioraria mais a situação", afirmou o economista do governo. Nas últimas semanas, o mercado financeiro tem reduzido suas estimativas de crescimento econômico para o ano, que já está em torno de 1,5%, abaixo da projeção oficial do governo, de 2,2%, que só será revisada no próximo relatório bimestral. Algumas casas, especialmente depois do resultado negativo da produção industrial de março, apontam risco de PIB negativo no primeiro trimestre deste ano. Sachsida não considera esse cenário descartado, mas reiterou acreditar que o número da atividade econômica nos três primeiros do ano ainda ficará no terreno positivo.

Ele não informou qual seria exatamente sua projeção para o trimestre, alegando que o dado é sigiloso. Nesse sentido, ele retoma a ênfase no discurso sobre a necessidade de se avançar na reforma da Previdência, que está em tramitação no Congresso. "A situação está muito ruim, com desemprego alto e crescimento baixo. Ou aprovamos a nova Previdência ou esta será a realidade brasileira. Sem ela, não será possível mudar isso. A situação geral da economia inspira cuidado", disse. Além dessa reforma, o secretário destaca a importância de se produzir medidas para melhorar a produtividade da economia e disse que, só na alçada dele, cerca de 20 estão sendo gestadas. "Não existe mágica, não tem bala de prata", afirmou.

Sachsida considera errada a avaliação de que os cortes de gastos realizados pelo governo possam estar aprofundando a perda de fôlego da economia verificada desde o fim do ano passado, quando o PIB ficou estagnado. Para ele, qualquer movimento de expansão do gasto público neste momento afastaria o setor privado e teria efeito inverso ao que se esperaria para o nível de atividade. Por ora, explica o economista, ainda que o investimento privado não tenha obtido um crescimento significativo, o processo de ajuste fiscal do governo estaria garantindo que as empresas mantenham algum nível de investimento. 

"Acionar a demanda do governo geraria o chamado crowding out [efeito expulsão do setor privado]. Neste momento, o setor privado pelo menos não está saindo", afirmou. O secretário indica que é preciso ter paciência e garante que o governo vai perseverar em sua atuação na economia pelo lado da oferta e na redução do gasto público, que garantiriam um crescimento sustentável no longo prazo. "O momento é delicado e exige responsabilidade. Não podemos cometer o mesmo erro do passado.

O gasto público não é solução. Precisamos de um ajuste fiscal vigoroso e medidas pró-mercado. Quando se comete erros por um tempo longo, há um custo a ser pago", disse. "A política econômica entre 2010 e 2015 foi errada e existe custo para sanar esse erro. Passo a passo, tomando atitudes corretas, vamos retomar o caminho do crescimento de longo prazo. Isso não vai acontecer amanhã", salientou Sachsida. Na mesma linha, Gustavo Guimarães, diretor de programa da secretaria especial de Fazenda do Ministério da Economia, destacou ao Valor que o governo trabalha com medidas que levam tempo para surtir efeito e cujos impactos são cumulativos.

Segundo ele, o país não tem condições de tomar medidas fiscais para reanimar a economia no curto prazo, mas afirma que, entre as ações que estão sendo elaboradas pela pasta, há medidas que não afetam as contas públicas e que podem dar algum estímulo de curto prazo. Seriam algumas medidas conhecidas entre os economistas como "parafiscais". "É óbvio que em país com desemprego relevante haja alguma ansiedade de tentar resolver. Mas não pode cair na tentação de novo de fazer medidas de curto prazo que não se sustentem no longo prazo", salientou. Guimarães avalia que a perda de dinamismo da economia recentemente, mesmo com os indicadores de confiança estando melhores neste ano do que estavam há alguns anos, está relacionada às dúvidas relativas à reforma previdenciária. "A incerteza sobre o que vai sair de reforma da Previdência tem efeito negativo, com impacto negativo na situação atual", argumentou. 

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