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03/05/2019 | Produção industrial no Brasil cai 1,3% em março, aponta IBGE - O Estado de S. Paulo

A produção industrial caiu 1,3% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta sexta-feira, 3, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o maior recuo desde setembro de 2018, quando houve perda de 2,1% ante agosto. No primeiro trimestre, a queda acumulada foi de 0,7% ante o quarto trimestre de 2018.

O queda na produção no mês veio igual à estimativa mais pessimista dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. O intervalo ia de -1,30% a +0,10%, o que resultou em uma mediana de -0,80%.

Em março, o nível da produção industrial ficou 17,6% abaixo do pico da série histórica do IBGE, que foi registrado em maio de 2011. "Em termos de patamar de produção é como se estivéssemos em janeiro de 2009", afirmou o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo. 

Segundo o pesquisador, a queda de 6,1% na produção de março passado ante março de 2018 foi marcada por um efeito calendário, já que houve menos dias úteis em março deste ano. "O Carnaval traz para março um número menor de dias úteis", afirmou Macedo.

Apesar do efeito calendário, ele lembrou que a produção industrial vem perdendo força desde o segundo semestre do ano passado. A média móvel trimestral, que recuou 0,5% em março, vem perdendo ritmo desde agosto de 2018.

Na comparação do primeiro trimestre de 2019 com o mesmo período de 2018, a indústria teve queda de 2,2%, a maior nessa base de comparação desde o quarto trimestre de 2016, quando a produção industrial encolheu 3,1% ante o quarto trimestre de 2015.

Já o recuo de 0,1% na produção industrial acumulada em 12 meses registrado em março foi a primeira taxa negativa por essa ótica de comparação desde agosto de 2017, quando houve queda também de 0,1%.

Redução na indústria de alimentos

Houve recuo na produção de três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE. Caiu a produção de bens intermediários (-1,5%), bens de consumo duráveis (-1,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-1,1%) - o primeiro segmento teve o terceiro mês seguido de queda, acumulando perda de 2,7%. 

Nem mesmo a alta de 0,4% na produção de bens de capital em março ante fevereiro é motivo de comemoração, segundo o gerente do IBGE André Macedo. "É tão somente uma acomodação", afirmou Macedo. 

O pesquisador destacou que no acumulado de dezembro de 2018 a janeiro deste ano a produção de bens de capital encolheu 10,7%. No acumulado de fevereiro e março, houve alta de 5,1%, insuficiente para recuperar as perdas.

Para Macedo, o quadro da produção industrial é de queda disseminada. "Há um claro predomínio de atividades e categorias econômicas em queda", afirmou o pesquisador do IBGE.

Segundo o órgão, entre as atividades industriais, a principal influência negativa foi em produtos alimentícios, (-4,9%), que eliminou parte da expansão de 13,8%, acumulada no período novembro de 2018 a fevereiro de 2019. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias caiu 3,2%.

Também tiveram queda na produção na passagem de fevereiro a março as seguintes atividades: coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,7%), indústrias extrativas (-1,7%) e de outros produtos químicos (-3,3%).

Segundo Macedo, a queda na indústria extrativa ainda sofreu influência da paralisação das atividades da mineradora Vale após o rompimento de uma barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), no início do ano. 

Na comparação de março com março de 2018, a queda de 6,1% foi acompanhada em 22 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE. Segundo Macedo, é o maior "espalhamento" de resultados negativos nessa base de comparação desde outubro de 2016, quando 23 dos 26 ramos pesquisados registraram queda.

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