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30/04/2019 | IGP-M desacelera, mas alimento ainda pressiona - Valor Econômico

A desaceleração do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) - que cedeu de 1,26% para 0,92% entre março e abril, conforme divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) - poderia ter sido maior se os alimentos in natura tivessem contribuído mais, mas deve ganhar fôlego nos próximos dois meses, na avaliação da entidade. A estimativa média de 21 analistas ouvidos pelo Valor Data era de aumento um pouco menor no período, de 0,87%. Segundo André Braz, coordenador de índices ao consumidor da FGV, algumas pressões vindas de combustíveis e alimentos processados impediram recuo mais forte.

Os itens in natura, por sua vez, desaceleraram bastante no atacado, mas ainda não começaram a cair, como era previsto, disse Braz. "Mas o trimestre está só começando e a expectativa é que os efeitos de baixa se intensifiquem em maio e junho, principalmente em alimentação." Com peso de 60% nos IGPs, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,07% na medição atual, ante 1,67% na anterior. Os produtos agropecuários, cuja alta baixou de 3,90% para 0,45% na passagem mensal, foram a maior contribuição, devido ao avanço mais fraco dos in natura (14,72% para 0,97%) e à deflação em commodities importantes, como soja (2,25% para -0,34%), milho (3,55% para -4,92%) e trigo (1,48% para -0,58%).

De acordo com Braz, a trajetória mais comportada dos grandes grupos do IPA não deve ser revertida, já que o clima está mais favorável para a produção de alimentos no mercado doméstico e, lá fora, as perspectivas positivas para as safras puxam para baixo as cotações de commodities. Ao mesmo tempo, o câmbio atuou de forma neutra sobre os preços em abril, o que não deve mudar no curto prazo. Na contramão dos itens agropecuários, o IPA industrial avançou de 0,93% para 1,28% entre março e este mês, mas a alta não deve ser duradoura, tampouco indica aumentos de custo no varejo, diz Braz.

Os alimentos processados, que foram um dos focos de aceleração, tendem a deixar de pressionar a inflação em breve. Entre a leitura passada e a atual, quase todas as proteínas animais subiram: a carne bovina avançou de 1,01% para 3,91%, a de aves passou de 1,87% para 3,41%, e a suína desacelerou ligeiramente, de 2,07% para 1,77%. "Apesar dos aumentos concentrados em abril, as carnes bovina e suína ainda acumulam queda nos quatro primeiros meses do ano", destaca o coordenador, que observa, ainda, a evolução tranquila das matérias-primas agrícolas, que são insumo para rações animais. "Tudo isso mostra que não há nenhuma pressão." O Índice de Preços ao Consumidor - M (IPC-M), que representa 30% dos IGPs e registrou alta de 0,69% no mês, depois de subir 0,58% em março, também deve contribuir com a descompressão do IGP-M nos próximos dois meses afirma Braz Na medição atual o IPC sofreu o efeito dos reajustes de meses, afirma Braz.

Na medição atual, o IPC sofreu o efeito dos reajustes de combustíveis, medicamentos, do transporte público em algumas capitais e, ainda, do aumento sazonal de artigos de vestuário, com a troca de coleção, disse. "Todas essas variáveis devem desacelerar em maio, que também vai contar com a ajuda dos alimentos", aponta o economista, para quem o cenário de alta da inflação ao consumidor inferior à meta de 4,25% em 2019 está mantido. "Ainda há boa chance de o IPC terminar o ano em torno de 3,9%", previu.

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