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22/04/2019 | Entre ‘cruz e espada’, governo tenta saída para caminhoneiros - O Globo

Em entrevista ao GLOBO, o ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, diz que o Planalto trabalha em soluções para osp roblemas dos caminhoneiros, que ameaçam greve, mas admite que“o governo fica entre adecisão política e o limite econômico, sempre entre a cruze a espada ”. Apesar de considerar o movimento legítimo, Santos Cruz cobra “responsabilidade” da categoria. Alvo de críticas da chamada ala ideológica da gestãoBo lsonar o, o ministro adverte :“O fanatismo atrapalha”.

Na última semana, o governo anunciou várias medidas para os caminhoneiros, após suspender por alguns dias o aumento do diesel. Como o senhor tem acompanhado essa negociação?

O governo precisa entender os segmentos sociais, no caso um segmento importante que é ode transporte dec argas, mas o setor também tem de entendera conjuntura em que vive, que não é isolada da conjuntura nacional. Toda essa carga de sacrifícios tem que ser da responsabilidade de todos. Os caminhoneiros são trabalhadores, ascondiçõesde transporte de carga no Brasil são difíceis, éumtrab alho desgastante e honro soque move uma grande parte da economiado Brasil. Temproblemas, e o governo tem de procurar ajudar na solução, masa categoria também tem de entender que isso tudo existe dentro dos limites do contexto econômico, de legislação, que precisas er entendido também.

O governo tem limite para atuar na política de preços da Petrobras?

Claro. Os limites do governo são matemáticos. Não tenho os números todos na minha cabeça, mas o 0,1% que você mexe no valor de frete, no valor do combustível, acaba tendo um impacto. O resumo de tudo issoém atemático. Agora, as decisões também são políticas. E ogo verno fica sempre entre a decisão política e o limite econômico, está sempre entre a cruze a espada.

Apossibilidade de greve, levantada por alguns líderes da categoria, segue monitorada permanentemente pelo governo?

Falar em paralisação tem que ser feito com muita responsabilidade. Ninguém é contra a liberdade de expressão, de associação, isso é fundamental. Os sindicatos existentes, adinâmica, ojogo depressão, é assim que funciona um país. A democracia funciona assim, mas é preciso ter responsabilidade.

Como o senhor tem contribuído para a aprovação da reforma da Previdência?

Eu não atuo diretamente, não vou lá pedir votos. O pes-soal tem dee ntender que o governo de um país funciona pela harmonia dos Poderes. Não é só o Executivo que quer a modificação nas regras da Previdência, é um erro a gente achar que o Executivo quer e o Legislativo não. O Executivo tem a obrigação de cuidar do Orçamento, das contas, tem de explicar a necessidade da modificação das regras para os parlamentares, mas a responsabilidade é de todo mundo, nãoésódo Executivo.

Avotação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça foi adiada na Câmara. O governo não vê isso como uma derrota?

Na cúpula do governo, essa parte política tem setores que acompanham e, em termos ministeriais, quemc ui daéo Onyx Lorenzoni (chefe da CasaCivil), eeuauxilio. Vejotudo com muita normalidade. Em primeiro lugar, você tem que respeitaras decisões que acontecem na Câmara. Nãoéquestão só de ganhar. Não é um jogo. Às vezes não foi exatamente como você queria, mas daí paras e ruma d erro taédi ferente. A Câmara tem uma variedade de pessoas, de interesses, departidos, debancadas. Tudo isso entra em jogo, e uma análise de qualquer acontecimento dentro da Câmara tem que ser muito mais profunda do que simplesmente identificar como derrota ou vitória.

O governo estuda liberar emendas discricionárias para conquistar o apoio para a aprovação da reforma da Previdência?

A aprovação daPr evidência não está ligada diretamenteàa provação de recursos, ma sé normal, em qualquer lugar do mundo, auxiliara base política, aqueles que estão alinhados política e administrativamente co mogoverno. Há também as emendas impositivas destinadas para muitos parlamentares de oposição, com recursos já liberados, inclusive.

Quanto o governo deve liberar em emendas, e quais serão os critérios técnicos para fazer a destinação?

Não sei o valor exato, ainda não conversamos nos detalhes. Tem que analisar não só oques e ouve dos parlamentares, mas ver apar teda política pública. Há obras inacabadas. Nós tivemos, no Brasil, uma falta de responsabilidade, foram deixadas milhares e milhares de obras inacabadas, então uma política pública é concluir. Tudo o que se fizer estará dentro um raciocínio lógico de política pública.

Existe um prazo para a liberação?

Ainda não foi discutido, o normal é uma conclusão a médio prazo.

O senhor passou a ser procurado por muitos parlamentares que buscam uma interlocução com o governo. Quais têm sido as principais demandas?

A grande massa tem como motivação o relacionamento do Executivo com o Legislativo. Não é todo mundo que vai conversar que solicita alguma coisa. Algumas coisas são relativas a emendas parlamentares, obras que estão em andamento e precisam ser concluídas. É o trabalho do parlamentar alertar o governo sobre o que precisa ser feito, e nossa obrigação é nos interessarmos pelo que o parlamentar fala. O Executivo não está presente em todos os lugares do Brasil, quem está presente são os deputados. O Brasil pegou a sensação negativa de que se negociam benefícios pessoais. Isso simplesmente não existe. Recebemosdeman dasparaatender à população, e isso é absolutamente válido e está dentro da normalidade do trabalho doparlamentar.

Integrantes da ala ideológica consideraram uma derrota pessoal do senhor a saída do embaixador Mário Vilalva do comando da Apex; a nomeação de Abraham Weintraub para o Ministério de Educação; e a de Fábio Wajngarten para chefiar a Secretaria de Comunicação. Como vê essa indisposição desse grupo ao senhor?

Para mim, é novidade. Não sabia que alguém tinha essa rivalidade comigo, eu não tenho rivalidade com ninguém. Não conto isso como derrota porque não estava empenhadoem ter vitória. Por exemplo, a substituição do Floriano (Amorim) pelo Fábio (Wajngarten)foiu ma diretriz direta do presidente. Na administração pública existe substituição, e isso não significa que o outro estava fazendo tudo errado. É preferência da autoridade. Abraham na Educação foi uma es colhado presidente. Espero que elevá maravilhosamente bem no Ministério da Educação, que está precisando de um oxigênio forte. Felicidades para ele, não tem nada de derrota.

E o embaixador Vilalva?

Vilalva é um embaixador de altíssima qualidade. O comportamento dos nossos diplomatas é respeitado no mundo inteiro, e o Vilalva faz parte desse quadro de primeira linha do Itamaraty. Eu desejava que ele permanecesse na Apex pela qualidade dele. Vamos ver quem vai substituí-lo, qual o perfil, as motivações disso eu não vou comentar. O embaixador merece todo o nosso respeito, e lastimei pessoalmente a saída dele da Apex. Administrativamente, vamos ver se a Apex encontra também o seu caminho.

Existe de fato no governo uma ala ideológica e uma ala militar?

Par amim, não faz sentido algum. Nunca percebi n ogo vernoque exista uma ala militar, um time militar coordenado. A ala ideológica tem, emtodaa política nacional tem. A eleição mostrou, e o andamento nos últimos 15, 16 anos de governo tinha muita gente ideológica. A ideologia de esquerda foi um câncer no Brasil da maneira como foi feita. Op roble maéoextr emis mo,éo fanatismo. Quando você fanatiza perde qualquer capacidade de análise. O problema não é ter gente de direita, gente de esquerda. A filosofia e ideias você pode discutir, o que eu conde noé o fanatismo, seja ele deumlado, sejaeledooutro.

O governo Bolsonaro precisa se blindar do fanatismo?

Acho que o fanatismo atrapalha. Seja de direita ou de esquerda, acaba atrapalhando. Quando um governo é de direita, como é o caso, não tem problema nenhum ser de direita. Pelo contrário, está resgatando no Brasil uma coisa que é a honestidade com os recursos públicos, é o principal, mas você tem os fanáticos que acham que podem influir de maneira radical, e aí atrapalha o todo.

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