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17/04/2019 | Melhora depende de menos diferenças e mais emprego formal - Valor Econômico

O Brasil precisa enfrentar suas desigualdades históricas - regionais, de raça e de gênero - e acelerar a geração de empregos formais se quiser retomar uma trajetória clara de melhoria das condições de vida e do desenvolvimento humano da população, avaliam especialistas ouvidos ontem pelo Valor.

Dados do Radar IDHM, estudo divulgado ontem pela Fundação João Pinheiro, pelo Ipea e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, mostram algum avanço em indicadores relacionados a questões de gênero e raça, mas as disparidades continuam grandes, inclusive entre as regiões do país. "Os indicadores reforçam como o país é dividido, com Norte e Nordeste exibindo números muito piores do que Sul, Sudeste e Centro-Oeste em termos de renda, educação, longevidade", disse Jonathas Goulart, gerente de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Os dados da pesquisa mostram, por exemplo, que os Estados das regiões Norte e Nordeste concentraram os menores IDHM da renda (IDHM-R) em 2017. Dentre eles, os piores eram Pará (0,654) e Alagoas (0,639), com renda domiciliar per capita média de apenas R$ 468,49 e R$ 426,14, respectivamente. Reduzir as diferenças regionais não é tarefa trivial. Segundo Goulart, passa pela busca de políticas públicas mais eficientes e escolha de melhores gestores municipais. "Os casos bem-sucedidos no Nordeste na educação, por exemplo, estão relacionados à melhora de gestão, e não necessariamente ao aumento de recursos", disse o economista.

Renan De Pieri, professor de economia do Insper, defende que criar condições para geração de empregos formais é um caminho eficaz para o país voltar a reduzir desigualdades e ter ganhos de qualidade de vida. De acordo com ele, esse foi o fator por trás dos ganhos sociais na última década, a despeito dos programas sociais do governo. "Para melhorar, precisamos criar condições de investimentos, de contratações, o que passa por uma resolução da questão fiscal do país. Sem reforma da Previdência, não sabemos se as empresas vão investir. Também precisamos continuar qualificando as pessoas para aproveitar essa oportunidade no futuro", disse De Pieri.

Conforme divulgado ontem, o IDHM teve pequeno crescimento de 2016 para 2017, ao passar de 0,776 para 0,778. O avanço modesto foi explicado pela queda da renda per capita, compensada pela melhora dos indicadores de longevidade e de educação. Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), estima que o IDH-M provavelmente apresentou novo crescimento no ano passado, ainda que novamente modesto, refletindo o crescimento registrado da renda do trabalho.

Segundo ele, o ciclo econômico influencia o comportamento da renda das famílias, ao passo que os efeitos do ciclo sobre longevidade e o nível da educação não são imediatos. Ele lembra que a renda do trabalho melhorou em 2018, o que tende a ter se refletido sobre o IDHM. "A renda é supersensível à conjuntura econômica. Houve melhora da renda do trabalho em 2018, ainda que não tenha sido muito grande. O Bolsa Família não teve nada de negativo em 2018. A renda da aposentadoria, que é um pedaço grande da renda das famílias, vinha aumentando e deve ter continuado assim", disse Duque. Para ele, o grande desafio é continuar avançando no campo da educação.

Dos indicadores, é o IDHM que o país tem pior desempenho em relação a outros países acompanhados pela ONU. O economista diz que é preciso atenção sobretudo para os indicadores de abandono escolar e reprovação de jovens de 15 a 25 anos. "São indicadores que se forem mantidos ao longo do tempo, ou seja, se não melhorarem nos próximos dez anos, veremos impacto no IDH do país. O ensino médio sempre foi um grande desafio no Brasil. Os jovens que não acreditam que chegarão até a faculdade veem pouca vantagem em concluir o ensino médio", disse.

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