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12/04/2019 | Guedes defende unificação de impostos federais - O Globo

O governo pretende fazer uma reforma tributária unificando impostos federais, afirmou ontem em Washington o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, nos próximos três ou quatro meses será anunciada a proposta de unificar alguns tributos, entre eles a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS e o Finsocial, em um “imposto único federal”. A estratégia é simplificar e reduzir tributos, convergindo, no futuro, para um “sistema bem mais simples”.

O ministro destacou que a ideia do governo é diferente da proposta do economista Bernard Appy, encampada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Segundo Guedes, esse projeto mexe em impostos de estados (ICMS) e municípios (ISS), mas que ele, ministro, só pode “mexer nos federais”.

— Eu tenho certeza de que as nossas reformas serão semelhantes. E eu tenho certeza de que a gente vai trabalhar junto nessas reformas —disse Guedes em entrevista durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, na capital americana.

Guedes disse ainda acreditar que a reforma da Previdência será aprovada antes de julho e defendeu que o Congresso mantenha o foco no primeiro semestre, pois seria “de pouca inteligência política ficar um ano e meio discutindo a Previdência”:

—Eu tenho medo de começar a lançar uma, duas ou três (reformas), e perder o foco na principal, que é a previdenciária, e depois não sai nenhuma. E aí é muito ruim para o Brasil. Vai ser muito ruim para ele (Maia) como presidente da Câmara, mas eu imagino que ele tenha um bom cálculo político.

VENDA DE EMBAIXADAS

Maia, por sua vez, em evento em Nova York, afirmou que a articulação política do governo melhorou e mostrou-se mais otimista com a tramitação da reforma da Previdência. Ele prevê a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira, com as discussões no plenário ocorrendo em abril e maio.

— Tirando BPC (benefício para idosos e deficientes de baixa renda) e aposentadoria rural, a gente tem condição de aprovar tudo que está colocado e garantir uma economia perto de R$ 1 trilhão — disse o presidente da Câmara.

Pela manhã, no Brookings Institution, ao falar para uma plateia de economistas, representantes de organizações internacionais e investidores, o ministro da Economia disse que tem recebido apoio para a reforma da Previdência, tanto pelas redes sociais quanto nas ruas:

— Achei que teria muita oposição, mas fui aplaudido nas mídias sociais e nas ruas, tornou-se uma coisa popular no Brasil. Manifestações no Brasil no fim de semana gritavam meu nome.

Guedes também disse que, apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter votado contra a reforma da Previdência no passado, ele agora entende que ela é necessária:

— Será que, de coração, ele está apaixonado pela reforma da Previdência? Claro que não. Ele não é falso. Ele não vai dizer: “eu adoro esta reforma”. Não, ao contrário, ele brinca e diz: “escutem, por mim, as mulheres poderiam se aposentar aos 20 anos, eu acho que elas merecem”.

O ministro ainda citou a possibilidade de vender os prédios das embaixadas do Brasil no exterior:

— Nós temos mais de R$ 1 trilhão em empresas estatais e mais de R$ 1 trilhão em 700 mil imóveis que pertencem à União. Até mesmo a embaixada aqui, muito bonita, comprada nos anos 1930. O embaixador, brincando, me disse que não custa nada, porque já está aposentado, mas eu disse “Bem, podemos vender a sua casa.”

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