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09/04/2019 | Economia global está em desaceleração sincronizada - Valor Econômico

A economia mundial entrou numa "desaceleração sincronizada" que poderá ser difícil de reverter em 2019. É o que mostra a mais recente atualização de um índice compilado pelo centro de estudos Brookings Institution e pelo "Financial Times". Indicadores de confiança e dados econômicos de economias desenvolvidas e emergentes vêm se deteriorando desde o quarto trimestre de 2018, sugerindo uma perda de ímpeto no crescimento global e a necessidade de se recorrer a novas formas de estímulo econômico.

A piora na perspectiva vem preocupando a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, que disse que o FMI vai reduzir a sua previsão de crescimento nesta semana. Além disso, a Organização Mundial do Comércio (OMC) afirmou que a contínua ameaça de atritos comerciais resultou na revisão em baixa das previsões. As constatações seguem-se a indicadores econômicos decepcionantes nos últimos seis meses, que mostram um quadro parecido nos EUA, na China e na Europa.

O professor Eswar Prasad, do Brookings Institution, disse que a desaceleração não parece, por enquanto, estar caminhando para uma recessão mundial, mas todas as partes da economia mundial estão perdendo força. "A natureza da desaceleração é um mau presságio para essas economias nos próximos anos, especialmente diante das atuais pressões sobre políticas macroeconômicas que poderiam estimular o crescimento", disse ele. O índice Brookings-FT Tracking Index for the Global Economic Recovery (Tiger) compara indicadores da atividade real, dos mercados financeiros e de confiança do investidor com suas médias históricas para a economia mundial e para países individuais.

O número principal do indicador caiu significativamente no fim do ano passado e está no nível mais baixo - tanto para as economias avançadas como para as emergentes - desde 2016, ano do pior desempenho econômico global desde a crise financeira. O índice caiu em parte porque os dados quantitativos que indicam a atividade econômica real estão mais fracos, com países como a Itália mergulhando na recessão e a Alemanha por pouco evitando uma, e com a economia dos EUA perdendo força à medida que desaparecem os efeitos dos cortes de impostos promovidos pelo governo do presidente Donald Trump.

Embora o sentimento em relação à economia esteja elevado nos países desenvolvidos, ele caiu em relação aos seus picos e para patamares bem abaixo dos normais nas economias emergentes, em especial por causa dos temores de que os anos de crescimento acelerado da China possam estar chegando ao fim. Embora a economia chinesa tenha mostrado sinais de melhora, após os esforços do governo para estimular os gastos de capital, e a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de rever seus planos de elevar mais as taxas de juros neste ano ter tido um efeito tranquilizador, a confiança econômica foi abalada nos últimos seis meses. Os indicadores de crescimento da Europa são decepcionantes, segundo o professor Prasad.

Globalmente, somente a Índia se destaca como exceção à tendência de desaceleração, encorajada por estímulos fiscais e monetários antes da eleição nacional que começa nesta quinta-feira e que termina em 19 de maio. Atrasos na antecipada reaproximação comercial entre os EUA e a China também levantaram dúvidas quanto às possibilidades de um maior ímpeto da economia mundial no segundo semestre deste ano. "As tensões comerciais e as incertezas que elas estão semeando deverão deixar uma marca duradoura sobre a economia mundial. Essa incerteza está abalando a confiança nos negócios e enfraquecendo os investimentos privados, o que tem implicações para o crescimento da produtividade no longo prazo", disse o professor Prasad.

Ele acrescentou que qualquer fraqueza poderá ser ampliada pela incapacidade das autoridades econômicas de proporcionar um estímulo eficaz que melhore as perspectivas mais para o fim do ano. "O elevado endividamento público deverá limitar a capacidade das grandes economias desenvolvidas de conter uma desaceleração com estímulos fiscais", afirmou ele. "A política monetária convencional continua restrita em muitas economias avançadas, onde as taxas de juros estão perto de zero ou abaixo disso, enquanto quaisquer medidas não convencionais de política monetária apresentam riscos significativos e recompensas incertas."

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