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04/04/2019 | Aplicativos de faxina levam diaristas a se formalizar como MEI - O Estado de S. Paulo

Startups de serviços de limpeza criadas para conectar profissionais autônomas a clientes têm ajudado as diaristas a se formalizar como microempreendedoras individuais (MEIs). É o caso de plataformas como Clean House Express, Parafuzo e Blumpa, que também auxiliam com treinamentos.

O caminho do empreendedorismo para as diaristas foi estimulado depois da PEC das Domésticas, de 2013, e do enquadramento dos serviços domésticos como MEI, em 2015. Se a proteção trabalhista com a PEC acabou empurrando muitas domésticas para a informalidade e para o trabalho esporádico, o enquadramento da categoria como MEI levou muitas delas a serem donas do “próprio negócio”, com direitos trabalhistas garantidos por meio do CNPJ. Segundo o Portal do Empreendedor, hoje há 30.700 MEIs no Estado de São Paulo registrados para serviços domésticos.

Na plataforma Clean House Express, criada em 2017 pelo curitibano Thiago Silva, que tem mãe e sogra atuando no ramo da limpeza, são cerca de 45 profissionais atuando em Curitiba. Mesmo como plataforma digital, as cadastradas passam por treinamento presencial, que inclui questões burocráticas (como a abertura de MEI) e etiqueta no ambiente de trabalho. 

Neste ano, a Clean House Express começou o processo de expansão pelo Sul – cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Joinville, em Santa Catarina, além de Londrina, no Paraná –, após registrar crescimento no ano passado. Segundo Thiago Silva, que trabalhava como bancário até abrir o próprio negócio, a empresa faturou R$ 600 mil, repassou mais de R$ 500 mil às diaristas e fechou 2018 com um crescimento de 350%.

“Percebi que aqui tinha um nicho muito grande e defasado. Conversei com a faculdade, fizemos um estudo de mercado e decidimos começar o negócio”, conta ele, formado em administração pela PUC do Paraná, onde incubou a ideia por meio do Programa Institucional e Bolsas de Empreendedorismo e Pesquisa. Hoje, diz, recebe em torno de 25 pedidos diários pelo aplicativo apenas em Curitiba.

Em São Paulo, a Parafuzo começou em 2014 para fazer a intermediação de clientes com profissionais chamados de maridos de aluguel. No mesmo ano, por conta dos poucos pedidos, os sócios abriram a plataforma para mais serviços em domicílio e perceberam que o serviço de faxina era o mais requisitado. “Já em 2014 percebemos que fazia mais sentido focar em limpeza e fomos crescendo em cima disso”, diz o CEO Felipe Brasileiro.

Com atuação em todas as capitais do Sul e do Sudeste, a empresa conta com o cadastro de cerca de 2 mil profissionais, a quem cabe aceitar os pedidos de limpeza a partir do aplicativo. “Se a diarista nos informa os dias, horários e onde que ela quer trabalhar, mandamos apenas as ofertas que são compatíveis. Ela recebe um cardápio de ofertas e faz sua agenda”, ressalta Brasileiro, segundo quem as profissionais não são obrigadas a serem MEI, mas são estimuladas a se formalizar para ter os direitos trabalhistas que a categoria garante, como auxílio-doença, licença-maternidade e aposentadoria.

No caso da Blumpa, startup também fundada em 2014 em São Paulo, um dos pré-requisitos é a diarista já ser MEI, além de ter experiência prévia. O aplicativo atende pedidos na capital paulista e em cidades como Guarulhos, Osasco, Barueri, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Campinas.

Fundada em 2011, a rede de franquias Mary Help tem suas profissionais vinculadas às unidades pelo País, mas elas não necessariamente precisam ser MEI nem registradas no regime CLT. Desde 2015 com aplicativo, faturou R$ 35 milhões em 2018.

* Estagiário sob supervisão do editor de suplementos, Daniel Fernandes. 

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