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27/03/2019 | Recuperação dos postos de trabalho virá com investimento - Folha de S. Paulo

Todos tivemos uma boa surpresa com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados na segunda-feira (25).

Ninguém esperava os 173 mil novos empregos com carteira em fevereiro. 

Duas perguntas agora são inevitáveis. A primeira: começou a virada? E a segunda: em quanto tempo chegaremos a níveis toleráveis de desemprego?

É muito provável que não se trata ainda de uma virada e a razão é muito simples.

Em geral, as empresas preferem usar horas extras antes de expandir seu quadro de empregados.

As contratações começam a crescer depois de algum tempo de consolidação do faturamento. E isso ainda não ocorreu porque é grande ainda a incerteza.

Tudo leva a crer que a quantidade de contratações nos próximos meses não deverá repetir o número de fevereiro, infelizmente.

Supondo que os números se repitam, quanto tempo precisaremos para reduzir substancialmente os atuais 12% de taxa de desemprego?

Para reduzir a taxa para 5% —um nível "aceitável" —, precisaremos empregar 7 milhões de desempregados atuais e ao mesmo tempo absorver 1 milhão de novos trabalhadores que chegam ao mercado todos os anos.

Se conseguirmos criar 2 milhões de empregos por ano (o que não é fácil), chegaremos aos 5% em sete anos.

Esses números mostram não apenas a gravidade do problema como também a enorme dificuldade para resolvê-lo em prazo razoável.

O que fazer para promover rapidamente o emprego?

Reduzir encargos? Flexibilizar? Subsidiar? Ampliar o crédito? 

Isso tudo foi praticado nos últimos governos, mas não deu certo.

Nos governos Lula e Dilma, o país esqueceu de investir e promoveu o consumo e o crédito. Quando atingimos o limite do modelo, o governo flexibilizou a demissão, desonerou a folha. Não adiantou.

O mais importante para um crescimento sustentado, o essencial mesmo, é recuperar o investimento na produção e na infraestrutura.

Quando falamos em investimento, estamos falando em construção de fábricas, estradas, portos, aeroportos, saneamento, usinas elétricas, linhas de transmissão etc.

O investimento cria empregos nos diversos setores da economia porque amplia a demanda por bens e serviços. Ao mesmo tempo, cria empregos diretos na execução das obras de investimento.

Quanto mais cedo recuperarmos o investimento e quanto mais pudermos investir, mais rápida será a recuperação do emprego. Não há outra receita.

Fica uma terceira pergunta: o que está faltando para o investimento voltar? A resposta está em Brasília.

 

Hélio Zylberstajn é professor sênior da FEA/USP e coordenador do projeto Salariômetro

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