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26/03/2019 | Só 43% dos desempregados obtêm vaga - Valor Econômico

A economia cresceu pelo segundo ano consecutivo em 2018, mas a minoria dos brasileiros que procuravam emprego conseguiu tirar proveito disso. Levantamento da consultoria IDados mostra que apenas 43% dos trabalhadores que estavam desempregados no quarto trimestre de 2017 conseguiram uma vaga no mercado até o fim do ano passado. Além de poucos terem conseguido ocupação, a remuneração média recebida por esse grupo foi de R$ 1.287 por mês, 60% do que os trabalhadores recebem em média no país (R$ 2.254).

O valor é inferior porque são postos precários, sem a carteira de trabalho assinada e "por conta própria" - espécie de trabalho autônomo. Segundo Guilherme Hirata, pesquisador do IDados, os cálculos mostram que o comportamento do mercado de trabalho seguiu decepcionante no ano passado, que foi marcado por instabilidades como a greve dos caminhoneiros e as eleições. "Os grandes empregadores não investem ainda com incertezas sobre a reforma da Previdência." Para chegar aos números, a IDados usou como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, levantamento que visita 70 mil domicílios por mês. A consultoria usou um método de cálculo que permite acompanhar os integrantes da amostra da pesquisa do IBGE ao longo do período de um ano - cada um é entrevistado cinco vezes. "Claro que 43% das pessoas terem conseguido emprego não significa que o desemprego caiu 43% no ano passado, já que outras pessoas que estavam empregadas perderam a vaga no período.

O levantamento é importante para a gente entender como está a porta de entrada do mercado de trabalho", afirmou Hirata, cujo estudo não traz números absolutos. Dados do IBGE mostram que o país tinha 12,2 milhões de pessoas procurando emprego no fim de 2018, 297 mil pessoas a menos que no fim de 2017. A taxa de desemprego recuou de 11,8% no fim de 2017 para 11,6% no fim de 2018. Apesar da queda tímida, foi a menor taxa de desemprego para o período desde 2015. Das pessoas que estavam desempregadas havia um ano ou mais, a pesquisa identificou que 35% não encontraram emprego ao longo do ano passado. Outros 22% tornaram-se inativos (nem empregados nem procurando vaga).

Havia uma parcela menor de "desalento", como o instituto chama as pessoas que desistem de procurar emprego por acreditar que não conseguirão vaga. Rodolfo Machado, 57 anos, trabalhava em uma obra do governo do Estado em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, que foi interrompida há pouco mais de um ano. Ele procurou emprego durante boa parte de 2018, mas o mercado de construção civil da cidade não ajudou. Agora, Machado passou a coletar material reciclado pela capital. "Cato latinhas de alumínio e garrafas PET e vendo. Consigo algum dinheiro, mas envio para os meus três filhos que moram com a mãe."

Ele desistiu de procurar um emprego formal e fixo e vive a maior parte do tempo em hotéis sociais na região central do Rio de Janeiro e também da caridade de organizações sociais. O país tinha, no fim de 2018, 5 milhões de pessoas em busca de emprego havia um ano ou mais, o chamado desemprego de longa duração. Especialistas dizem que existem evidências de que pessoas desempregadas há tanto tempo tendem a se tornar menos produtivas, num círculo que as mantém fora do mercado.

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