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26/03/2019 | Atividade ganhou fôlego no 1º tri, aponta Ibre - Valor Econômico

A atividade econômica ganhou algum fôlego no começo do ano, com a indústria voltando ao campo positivo, mas a perspectiva para o restante de 2019 ainda é desafiadora, avalia o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Na edição de março do Boletim Macro, divulgado com exclusividade ao Valor, o Ibre prevê expansão de 0,6% para o Produto Bruto (PIB) no primeiro trimestre em relação ao último de 2018, feitos os ajustes sazonais. A projeção de crescimento de 2,1% na média do ano foi mantida, mas os riscos são de baixa, pondera Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim. "Para que este cenário se concretize, é necessário que a agenda de reformas continue avançando, com destaque para a da Previdência", comentam Silvia e o economista Armando Castelar Pinheiro na abertura do documento.

Outros fatores que geram preocupação são os gargalos de energia (que podem limitar a capacidade de oferta da economia) e a trajetória da indústria, menciona a equipe de conjuntura do instituto, que trabalha com aumento de 1,3% do PIB industrial em 2019. Este desempenho, no entanto, pode ser prejudicado pelo ambiente econômico com incertezas elevadas e, também, pela recessão na Argentina, um dos principais compradores de manufaturados brasileiros. Janeiro foi decepcionante para o setor, mas os indicadores antecedentes de fevereiro, como a expedição de papelão ondulado e o tráfego de veículos pesados nas estradas, mostraram que a produção avançou 0,6% sobre o mês anterior.

O maior número de dias úteis em relação a fevereiro de 2018 também deve ajudar a atividade como um todo no período, acrescenta a coordenadora. Por isso, mesmo com poucas informações sobre março, é praticamente garantido que o primeiro trimestre terá dinâmica de crescimento um pouco melhor, diz Silvia. Em suas estimativas, o PIB da indústria vai subir 1% nos primeiros três meses do ano, na comparação com o trimestre anterior, com alta de 0,8% do segmento de transformação. Ela pondera, no entanto, que esse resultado ainda é muito fraco. "Esperaríamos a indústria de transformação crescendo acima de 2%", afirma a pesquisadora, para quem o descompasso do setor em relação ao comércio e aos serviços será mantido ao longo do ano. Para o Ibre, o PIB dos serviços vai aumentar 0,7% no primeiro trimestre e 1,9% em 2019. Apesar do mercado de trabalho em recuperação frágil, o consumo segue liderando a retomada da atividade, destaca Silvia.

Esse componente do PIB deve crescer 1,1% de janeiro a março e 2,6% na média do ano. "O consumo das famílias não teve desaceleração e continua crescendo no mesmo patamar observado em dezembro", disse. As expectativas do Ibre também são mais positivas para a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida das contas nacionais do que se investe em máquinas, construção civil e pesquisa), que deve crescer 0,4% no primeiro trimestre, e 4,6% em 2019. Excluindo da estimativa as importações contábeis de plataformas de petróleo, contudo, o crescimento será menor no ano, de 3,7%, calcula a entidade. A confiança tende a atuar como outro limitador de um desempenho mais forte da economia neste ano na visão do Ibre.

Exercício feito pelos economistas Aloisio Campelo e Viviane Seda aponta que, mesmo que as incertezas se reduzam, dificilmente os índices de empresários e consumidores atingiriam patamares mais altos ainda em 2019. "Neste momento, parece mais provável que fechem o ano na zona neutra", afirmam eles. Segundo Silvia, a definição da eleição presidencial provocou uma rodada de recuperação da confiança entre outubro e janeiro, mas, para que esse movimento se sustente, o novo governo precisa mostrar resultados concretos na agenda de reformas. Entre janeiro e fevereiro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,7 ponto, para 97,3 pontos, enquanto o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 0,5 ponto, para 96,1 pontos. "Novas rodadas de otimismo não são esperadas."

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