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22/03/2019 | Ensino técnico profissionalizante abre portas para o mercado de trabalho - O Globo

Apenas 16,8% dos jovens que concluem o ensino médio chegam à universidade. Oito por cento optam por cursos técnicos. “O que oferecer para esses 75,2% restantes?”, questionou Ana Inoue, assessora de educação do Itaú BBA na segunda mesa de debates, “Formação para o trabalho”. Para a psicóloga, um dos pontos positivos da reforma do ensino médio proposta pelo governo federal é a possibilidade de o aluno cursar, ao mesmo tempo, o ensino profissionalizante.

– O aluno passou a ter direito à escolha, e uma das opções é o ensino técnico “dentro” do ensino regular. Estamos apegados a uma ideia rançosa, que vem do início do século passado, de que o ensino técnico é para pobres e desvalidos. O ensino técnicoéemanci pató rio,éa oportunidade de contextualizara apren diz agem,éo primeiro estágio do mundo do trabalho – defendeu Ana. Ela lembrou que o ensino médioéaúlt ima política pública universal no Brasil, ou seja, destinada a todos os estudantes. No entanto, 40% dos jovens de 15 a 19 anos estão fora da escola.

Diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor-superintendente do SESI, o economista Rafael Lucchesi criticou a supervalorização da universidade como caminho para melhor inserção no mercado de trabalho e classificou o Brasil como “país de bacharéis e academicista”.

– A capacidade de processamento de informação vai multiplicar por dez nos próximos anos. O futuro das profissões está nas ocupações de base cognitiva, analítica e interativa. É um erro achar que o futuro está só na universidade. Existem profissões técnicas, como nas áreas de mineração e mecatrônica, que estão entre as mais requisitadas no mercado de trabalho. É uma mentalidade atrasada pensar que educação superior é para rico e educação profissional é para pobre – afirmou Lucchesi.

Vários alunos chamaram atenção para as carências do ensino fundamental, especialmente nas escolas públicas, o que faz com que os jovens cheguem ao ensino médio muitas vezes despreparados, desestimulados e sem conseguir tomar uma decisão sobre que rumo profissional pretendem seguir. Testes de avaliação da educação básica realizados com alunos no fim do ensino médio mostram que 72,8% não dominam o esperado em Língua Portuguesa, e 92,7% não sabem o suficiente em Matemática.

– Se o aluno não tem base adequada, como vai ter incentivo? Parece que esquecem que agente começa lá na creche, no jardim de infância. Querem falar em um modelo de Primeiro Mundo, quando no Brasil ainda não estamos cuidando bem da raiz, da base – criticou o cearense Cauan Menezes, aluno do ensino médio em Fortaleza.

Ana In ou e comparou a situação do ensino médio no país a um paciente na UTI:

– Não dá para falar “tome um chazinho, se acalme, faça exercícios, se alimente bem”. As decisões na UTI são dramáticas. A reforma do ensino médio pode dar errado, mas também pode dar certo e melhorar avida dos jovens. Aumentara carga horária é bom, trazer o ensino técnico pode ser muito bom também. Quando falo de ensino técnico, não é apertar parafuso e bater prego. Ninguém imagina o ensino técnico desprovido da capacidade de resolver problemas.

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