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20/03/2019 | Abertura comercial do país deve ser lenta, gradual e segura, diz Mourão - Folha de S. Paulo

O presidente interino, Hamilton Mourão, defendeu nesta terça-feira (19) que a abertura comercial do país deve ser "lenta, gradual e segura".

A trilogia foi utilizada pelo general Ernesto Geisel, durante o regime militar, para definir o processo de transição para o regime democrático.

Em palestra a empresários e industriais, Mourão observou que se a abertura comercial for feita sem antes ser aprovada uma reforma tributária, haverá um "massacre" na produção nacional. "Nós temos de abrir a economia para o comércio mundial. Mas essa abertura tem que ser lenta, gradual e segura. Porque, enquanto não reformarmos o sistema tributário, será um massacre para nossa produção local", disse.

O general da reserva defendeu a implementação de um forte ajuste fiscal e a redução da carga tributária para cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto). "Nós temos que reformar o nosso sistema tributário. Ele é caótico, ele é uma carga pesada, ele está hoje na faixa de 34% ou 35% do PIB", ressaltou.

Para ele, antes de diminuir a carga tributária, é necessário organizar o sistema atual. E, em um segundo momento, colocar toda a sociedade na base de pagamento, reduzindo o percentual sobre cada cidadão.

No almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais, o Lide, Mourão defendeu o presidente Jair Bolsonaro e disse que ele "não é uma ameaça à democracia". "Ele tem firme compromisso com a Constituição Federal", disse. "É um estadista que não está pensando nas próximas eleições, mas nas próximas gerações", acrescentou.

Mourão indicou ainda que a ideia é que Bolsonaro não dispute uma reeleição ao cargo na disputa presidencial de 2022. "Quando deixarmos o governo, no início de 2023, queremos que todos neste país estejam experimentando as liberdades essenciais, como de expressão e de religião", disse.

Em um contraponto aos demais eventos do Lide, os veículos de imprensa não foram autorizados a entrar no salão principal do evento. A limitação foi imposta pela Presidência da República, que alegou questão de segurança.

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