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18/03/2019 | No radar da semana, a definição da próxima Selic - O Estado de S. Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reúne-se nesta terça e quarta-feira, dias 19 e 20, para deliberar sobre a taxa básica de juros, a Selic.

É a primeira reunião sob o comando de Roberto Campos Neto à frente do BC, no lugar de Ilan Goldfajn, cuja gestão estabilizou as expectativas sobre os preços e acomodou a inflação nos limites da meta de 4,25% para este ano. A inflação anual pelo IPCA projetada por analistas e economistas do mercado financeiro está em 3,87%, de acordo com os dados do último boletim Focus.

A expectativa de analistas, mais uma vez, é que o cenário de inflação baixa e sob controle não será suficiente para o Copom mudar o rumo das decisões pela estabilidade, no nível de 6,50% ao ano, adotadas nas reuniões desde março de 2018, portanto há um ano.

Ilan Goldfajn, que acaba de deixar o BC, insistia na estabilidade de Selic argumentando que cortes adicionais no juro básico seriam possíveis apenas quando a aprovação de reformas, especialmente a previdenciária, apontasse para um ajuste fiscal. Roberto Campos Neto diz que o BC trabalhará para a redução dos juros, sem explicitar em que condições.

Até pela ideia de continuidade da política adotada pela gestão anterior e pelo sentimento de cautela, em razão das incertezas com o andamento das reformas, a expectativa do mercado financeiro é que o Copom mantenha a Selic onde está, apesar da defesa de ideia pelo corte dos juros, em função da dificuldade da economia de sinalizar uma recuperação mais rápida.

A taxa de juros é o principal instrumento que o Banco Central usa para manter o controle da inflação – quando ela está em alta, o BC sobe os juros, para reduzir o consumo e, quando ela está em baixa, corta as taxas para aquecer as vendas. Como os preços estão comportados e a inflação baixa, há quem defenda uma redução dos juros como estímulo importante ao investimento na produção e também para destravar o consumo, a partir de um crédito mais barato. Tudo para fazer a roda da economia girar.

Para uma corrente de economistas, contudo, um corte adicional na Selic, no momento que a proposta de reforma da Previdência Social apenas tenta dar os primeiros passos no Congresso, não seria condição suficiente para dar alento e impulsionar o crescimento econômico. Uma expectativa que reforça a corrente dos que apostam pela manutenção da Selic.

A estabilidade da taxa básica, se confirmada, tampouco deve influenciar a trajetória de estabilidade dos juros derivados dela, como os que remuneram as aplicações financeiras e os cobrados dos tomadores de crédito.

Quem aplica em renda fixa, por exemplo, vai continuar recebendo uma remuneração nominal baixa, referenciada na Selic também baixa, que dependendo do comportamento da inflação pode nem sequer assegurar a correção monetária para o dinheiro ancorado em caderneta de poupança ou nos fundos de investimento, tanto de renda fixa como DI.

Foi o que ocorreu em fevereiro, quando boa parte dessas aplicações rendeu menos que a inflação de 0,43% medida pelo IPCA mês passado.

Embora a alta da inflação em fevereiro seja considerada circunstancial, um reflexo da elevação dos preços de alimentos como legumes e verduras prejudicados pelo clima ruim, o cenário à frente, especialmente sobre a trajetória dos juros, se mostra desalentador para quem sonha com ganho mais encorpado na renda fixa.

A sugestão de especialistas para sair dessa mesmice é diversificar o investimento, com a destinação de parcela do dinheiro para investimento em ações. A falta de uma definição clara de tendência da bolsa de valores, diante do sentimento de incertezas com a reforma previdenciária, é um ponto que dificulta identificar o melhor momento para essa migração.

O motivo é que, até a provação da reforma e o conhecimento da extensão das mudanças nas regras da aposentadoria e, portanto, do quanto elas contribuirão para o ajuste das contas públicas, a bolsa de valores tende a passar por forte vaivém e instabilidade.

No front internacional, o mercado acompanha com atenção as negociações em torno de medidas que podem reduzir a tensão no embate comercial travado entre os Estados Unidos e a China. Um evento que, por si só, influencia o ânimo dos negócios no mercado doméstico, especialmente de ações e do dólar.

“A tendência dos mercados está mais ligada a fatores políticos – negociações domésticas na Câmara, para a aprovação da reforma previdenciária, e do governo americano e chinês, em torno da disputa comercial – do que propriamente às condições econômicas”, observa o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira.

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