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14/03/2019 | Volkswagen anuncia redução de 7 mil postos de trabalho e corte de custos - Valor Econômico

A principal marca de carros da Volkswagen vai ampliar a redução de custos e cortar mais empregos diante da queda dos lucros da indústria automotiva com a transição para veículos elétricos e autoguiados. A montadora alemã anunciou ontem que vai eliminar até 7 mil postos de trabalho, incluindo a antecipação de aposentadorias e a não reposição de cargos vagos, com o objetivo de obter um incremento de € 5,9 bilhões no lucro anual a partir de 2023. "Vamos intensificar significativamente o ritmo de nossa transformação de forma adequar a Volkswagen para a era elétrica e digital", disse o diretor de operações da Volkswagen, Ralf Brandstaetter.

A marca de carros Volkswagen, que representa metade das vendas mundiais do grupo em unidades, emprega cerca de 185 mil das 650 mil pessoas do quadro total do grupo. A Volkswagen está empenhada em domar suas altas despesas para aumentar a margem de lucro, inferior à dos rivais. O retorno sobre as vendas da marca Volkswagen em 2018 caiu de 4,2% para 3,8% em razão do aumento dos gastos com futuros modelos elétricos e gargalos de produção provocados pelo endurecimento das regras conta a emissão de gases dos veículos na Europa.

Os custos com mão de obra são uma "grande preocupação", que ameaça tirar dos trilhos os esforços para agilizar as operações, extremamente necessários, disse o executivo-chefe do grupo Volkswagen, Herbert Diess, a investidores na terça-feira. O executivo, que também comanda a marca Volkswagen, cortou modelos de baixas vendas e a variedade de versões de cada modelo para reduzir a complexidade. Entre as outras medidas previstas, estão a redução dos custos dos materiais e aumento de 5% na produtividade das fábricas para que atinjam margem de lucro operacional de 6% em 2022.

O diretor de finanças do grupo, Arno Antlitz, reconheceu que embora a empresa tenha "objetivos maiores", que refletem sua escala maior em relação a rivais menores e mais lucrativos, como o PSA Group, a empresa está se atendo à meta de 6% "no médio prazo", porque o custo da indústria em transformação está afetando os lucros. A Volkswagen assinou acordo trabalhista em 2016 para cortar 30 mil empregos no mundo e gerar € 3 bilhões em economias anuais. Até agora, a marca conseguiu economias de € 2,4 bilhões e redução líquida de mais de 6,3 mil postos, apesar de ter aberto 2,7 mil vagas em operações de software, segundo a empresa. "Estamos dentro do cronograma", diz Brandstaetter.

Bernd Osterloh, líder sindical da Volkswagen, disse que apenas apoia os cortes quando os postos de trabalho tornam-se supérfluos. "Não concordamos que postos sejam subcontratados", disse Osterloh à Bloomberg por e-mail. Ele destacou que a garantia de emprego pelo menos até 2025 continua em vigor e que qualquer corte será com base em acordos voluntários. Também defendeu um pacto laboral para recapacitar pessoal.

Neste ano, a marca Volkswagen projeta crescimento na receita de até 5% e retorno operacional sobre as vendas entre 4% e 5%. Os investimentos em tecnologias para segmentos futuros do mercado vão ser elevados para € 19 bilhões até 2023, aumento de € 8 bilhões. A Volkswagen começa a produzir o primeiro modelo de sua linha de carros integralmente elétricos I.D. no fim do ano. As encomendas para o modelo de cinco portas vão ser abertas em 8 de maio.

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