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11/03/2019 | 'Perda de tração' da indústria afeta varejo neste início de ano, diz estudo - Valor Econômico

Em 2018, indústria e varejo ampliado cresceram, mas em magnitudes distintas. Enquanto a produção física da primeira avançou 1,1%, menos da metade da alta do ano anterior, de 2,5%, as vendas do segundo cresceram 5%, mais que os 4% de 2017. Sob o ponto de vista do Produto Interno Bruto (PIB), a indústria avançou apenas 0,6%, enquanto o comércio cresceu 2,3% no período. 

Essa forte perda de tração da produção industrial, segundo estudo do Bradesco, deve se traduzir em um varejo mais fraco no início deste ano. Como os dois setores estão relacionados, uma questão que se coloca agora é se a indústria vai acelerar e seguir o comércio ou se o varejo vai desacelerar e seguir a indústria. A conclusão do banco é que a segunda hipótese é a mais provável, ao menos nos primeiros meses de 2019.

Para verificar como devem se comportar ambos os setores, economistas do departamento de pesquisas econômicas do Bradesco realizaram um teste chamado "Causalidade de Granger", que consiste em verificar se dados correntes de uma série antecedem os valores de outra. "O resultado que obtivemos é que a indústria ajuda a prever o comércio, enquanto o contrário não está bem definido. Em outras palavras, a sinalização mais provável é que a atividade industrial antecipa movimentos das vendas ao consumidor final", escrevem os economistas. "Sob esse contexto, é possível que o comércio perca alguma tração neste começo de ano em função do fraco desempenho da indústria".

Os economistas destacam que mesmo com a esperada moderação, o varejo ainda deve ter desempenho melhor que a indústria. Neste momento, há um equilíbrio entre forças negativas e positivas no varejo. Se de um lado a confiança dos consumidores parou de subir, não há disponibilidade de renda extra em 2019, como houve em 2017 (FGTS) e 2018 (PIS-Pasep), e não há crescimento mais expressivo da massa salarial, de outro há menor comprometimento de renda das famílias, aumento de crédito para pessoa física, inadimplência em patamares reduzidos e uma expectativa de crescimento da atividade econômica.

O Bradesco espera que no segundo semestre os fatores positivos prevaleçam e o ritmo de retomada da atividade econômica se intensifique, favorecendo tanto o comércio quanto a indústria. "Esperamos que melhores condições de crédito para o tomador final, o menor comprometimento de renda e uma maior propensão a consumir das famílias devolvam o bom ritmo de expansão do varejo, ao mesmo tempo em que a atividade manufatureira ganhe tração para atender à aceleração da demanda doméstica". Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os primeiros dados de comércio e indústria do ano. A julgar pelas primeiras estimativas, ambos os setores não tiveram um desempenho forte em janeiro. Segundo o Bradesco, os indicadores correntes sugerem uma retomada lenta da economia até o momento. Dentre esses dados, a instituição destaca a moderação do consumo, que vinha mostrando maior dinamismo ao final do ano passado. As vendas dos supermercados cresceram apenas 2,95% em janeiro, em termos reais, na comparação com o mesmo período do ano passado, indicando estabilidade das vendas do varejo restrito (sem veículos e materiais de construção) no mesmo período.

 

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