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07/03/2019 | OCDE vê desaceleração global e diz que cenário pode piorar - Valor Econômico

A economia global está sofrendo mais que o previsto com tensão comercial e incertezas políticas, especialmente na Europa. É o que diz um relatório pouco animador divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

As novas projeções refletem os eventos dos últimos quatro meses, quando pouca coisa deu certo para as maiores economias. A fraqueza da zona do euro e da China está se mostrando mais persistente e o comércio global teve uma forte desaceleração, enquanto as incertezas com o Brexit permaneceram. "A expansão global continua perdendo força", disse a OCDE, ao rebaixar a perspectiva para quase todos os países do G-20, o grupo das maiores economias mundiais. "O crescimento poderá ser ainda mais fraco se os riscos negativos se materializarem ou interagirem."

Os números da OCDE são mais pessimistas que os do Fundo Monetário Internacional (FMI) para muitas economias, especialmente para a zona do euro e o Reino Unido, com a organização alertando que as coisas ainda podem piorar. A projeção para o Brasil também piorou (leia texto abaixo). Mas recentemente tem havido alguns sinais de que a economia mundial está se estabilizando, enquanto EUA e China avançam na tentativa de superar a sua disputa comercial.

O índice composto global dos Gerentes de Compras (PMI) do JP Morgan subiu em fevereiro pela primeira vez em três meses, e alguns dados da zona do euro também vieram melhores. "Conseguir uma leitura clara sobre o crescimento global é muito difícil no momento, mas pelo menos os PMIs mais recentes têm mostrado alguns pontos positivos", disse James Pomeroy, executivo do HSBC, em nota a clientes. Bancos centrais, entre eles o Federal Reserve (Fed), dos EUA, já respondem à mudança de cenário.

A China, que esta semana foi forçada a reduzir sua meta de crescimento econômico, anunciou corte de impostos para estimular a economia. A perspectiva da OCDE contradiz as expectativas de que as fontes de fraqueza no fim de 2018, como a menor confiança do consumidor, seriam temporárias. Isso cria um problema aos BCs que terão de encontrar soluções mais combativas e com menor espaço de manobra nas áreas fiscal e monetária.

Os BCs deverão continuar em modo expansionista, mas a OCDE pede reformas estruturais e estímulos fiscais nos países europeus com condições de fazer isso, argumentando que "sozinha, a política monetária não pode resolver a desaceleração da Europa nem melhorar as modestas perspectivas de crescimento para o médio prazo". A OCDE reduziu sua expectativa de crescimento da zona do euro neste ano, de 1,8% para 1%. O BCE se reúne hoje, e a OCDE recomenda um adiamento no plano de elevar a taxa de juros e a possibilidade de novas medidas para melhorar o financiamento dos bancos. A Europa concentrou as revisões negativas da OCDE.

A perspectiva para os EUA sofreu só um leve rebaixamento. Já a alta do PIB esperada para o Reino Unido neste ano foi reduzida de 1,5% para 0,8%, e na da Alemanha, de 1,6% para 0,7%. A OCDE destacou ainda o Brexit como uma ameaça persistente. Se o Reino Unido não firmar um acordo para a sua saída da União Europeia (UE), corre o risco de mergulhar numa recessão no curto prazo, com "repercussões negativas consideráveis" para outros países.

A China é outra preocupação e uma desaceleração mais aguda no país também teria "consequências adversas significativas para o crescimento global e o comércio". O estudo da OCDE foi preparado antes de a China anunciar sua nova meta de crescimento, de 6% a 6,5%. A OCDE prevê expansão da China de 6,2% em 2019 e 6% em 2020.

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