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01/03/2019 | Após 4 anos em queda, indústria só cresce 0,6% - O Globo

O PIB da indústria, mesmo depois de quatro anos seguidos de queda, só avançou 0,6% em 2018, expansão insuficiente para recuperar as perdas desse setor que já respondeu por quase 29% da economia em 2006 e agora retrocedeu para 21,6%. O avanço, modesto, foi puxado pela indústria de transformação, que teve sua segunda expansão consecutiva, de 1,3%, impulsionada pela fabricação de veículos, papel e celulose, remédios, produtos metalúrgicos e máquinas e equipamentos.

Analistas esperam um desempenho melhor este ano, perto de 2%. Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria Integrada, diz que a expansão poderia chegar a 3%, não fosse a quase paralisação da Vale em Minas Gerais, depois da tragédia em Brumadinho.

A indústria ainda pode amargar a decisão da Ford de fechar uma fábrica no ABC e a crise na Argentina, que tem afetado diretamente as exportações do setor automobilístico.

Outro grupo a segurar o crescimento da indústria é a construção civil, que está recuando há cinco anos seguidos. No ano passado, regrediu 2,5%, taxa inferior aos 7,5% de 2017, mas ainda em queda. Rebeca Palis, coordenadora das Contas Nacionais do IBGE, destacou o impacto negativo da crise fiscal das três esferas administrativas no resultado da construção:

—A construção cai há cinco anos seguidos. Um dos motivos é a paralisação dos investimentos em infraestrutura, principalmente por parte do governo, em suas três esferas. Os três níveis de governo estão tendo de cortar gastos, e o pedaço que mais sofre durante períodos de crise fiscal é o investimento em infraestrutura.

O desempenho ruim da construção também afetou o investimento. Apesar de ter voltado a crescer em 2018, 4,1%, depois de quatro anos seguidos de queda, a alta poderia ter sido maior sem a crise da construção — que responde por 47% do investimento.

PLATAFORMAS AJUDARAM

A alta de 4,1% no ano foi puxada pela expansão da produção interna e importação de máquinas e equipamentos. Quase metade dessa expansão, no entanto, não é real, explica Silvia Matos, economista do Ibre/FGV. Foi gerada por uma mudança no regime tributário das petroleiras, que permitiu que plataformas antigas passassem a contar, de uma vez só, como investimentos, em vez de exportação.

— Temos um ciclo de quatro anos de queda. Isso é um reflexo de uma série de fatores, desde a crise na infraestrutura, a Lava-Jato e a crise fiscal. Há também todo o cenário de conjuntura política que contribuiu para o adiamento dos investimentos — explica Ana Castelo, coordenadora de projetos da Construção do Ibre/FGV.

A alta de 4,1% ainda está longe de recuperar as perdas dos quatro anos anteriores, que ultrapassam os 30%. Para ilustrar o tamanho da perda, a taxa de investimento, que representa o quanto do PIB é destinado a aumentar a capacidade produtiva do país, foi de 15,8% em 2018, permanecendo em um de seus níveis históricos mais baixos, muito aquém do seu pico, registrado entre 2010 e 2013, de 20,7% em média. Para 2019, as previsões são de expansão próxima à de 2018, entre 4% e 5%, com a construção saindo do campo negativo.

— Há uma sinalização do governo quanto a criar uma agenda de infraestrutura e, com isso, atrair o investidor privado, mas precisamos que essa agenda efetivamente exista e passe a transformar o ambiente de negócios para que esses investimentos venham. E se isso acontecer, pensando no ciclo da construção, não vai ser em 2019 que esses investimentos virão a se concretizar —afirma Ana.

NOVA FÁBRICA

Há empresários que não estão esperando a reforma da Previdência para tocar seus investimentos. A MWM, subsidiária do grupo americano Navistar, que fabrica motores a diesel, inaugurou esta semana uma nova unidade para produzir geradores de energia. A aposta é que, com a economia melhorando, a demanda por energia também vai crescer.

O investimento para a produção dos geradores é de R$ 20 milhões e estão sendo criados mil empregos em toda a cadeia de produção, incluindo fornecedores e equipe de vendas. A nova fábrica, na Zona Sul de São Paulo, já começou a operar com várias encomendas e tem capacidade para produzir até 4 mil geradores/ano.

A expectativa é que sejam fabricadas 600 unidades. Para 2020, a MWM planeja dobrar a produção para 1.200, além de 200 unidades que serão exportadas para mercados em que a empresa já atua, como Colômbia, Chile, Equador e Paraguai, na América Latina, além de outros 45 países.

—Inauguramos a fábrica com encomendas porque existe carência de geradores no mercado — diz Thomas Puschel, diretor da unidade de Negócios e Marketing.

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