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01/03/2019 | Consumo das famílias impulsiona economia - O Globo

O consumo das famílias ganhou fôlego em 2018, com uma alta de 1,9%. O desempenho ainda é insuficiente diante das perdas acumuladas na recessão, mas representou avanço em relação ao resultado de 2017, quando havia avançado 1,4%. Segundo o IBGE, as bases desta expansão foram o crescimento da massa salarial, ainda que puxada pela geração de vagas informais, e a expansão de 6,7% das operações de crédito para pessoas físicas, além de inflação e juros baixos. Economistas avaliam que o crescimento do consumo das famílias não é muito robusto, mas tem chance de expansão mais significativa este ano.

— O consumo das famílias está muito atrelado a dois indicadores: mercado de trabalho e crédito. Em relação ao primeiro, o reingresso dos trabalhadores no mercado tem sido pela porta da informalidade, demonstrando certa fragilidade. E o segundo, embora a Selic esteja baixa, a taxa de juros real ainda estava muito alta no ano passado —diz Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados.

De fato, a informalidade tem sido a maneira que muitos brasileiros têm encontrado para manter o padrão de vida e conservar alguns hábitos de consumo, mesmo que em escala menor.

CONSUMO REPRIMIDO

A autônoma Sonia Amodei, de 58 anos, vende doces na porta de uma escola na região central do Rio. Ela conta que sua situação financeira ainda não voltou aos níveis anteriores à crise econômica. Entretanto, pontua que o pior já passou:

—Agente vai apertando o orçamento, né? — diz. — Com um bom controle financeiro, não tem como a situação ficar na pior. Se eu ganho R$ 100, me organizo para gastar R$ 50, por exemplo.

Um outro ponto que explica a melhora no consumo dasfam ílias em2018éo consumo reprimido, conforme classifica LuisOt ávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil.

— Esta melhora está ancorada em um consumo que estava reprimido; no mercado de trabalho, mesmo que com foco na informalidade; e na confiança do consumidor.

Este ano, o Ibre/FGV projeta que o consumo das famílias avance 2,5%.

Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências, ressalta que os motores da alta neste ano devem ser os mesmos que impulsionaram o consumo em 2018: retomada mais consistente do mercado de trabalho, associada com a melhora da renda dos trabalhadores e do crédito para pessoa física.

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