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26/02/2019 | Grandes empresas perdem espaço com o 'novo' BNDES - Valor Econômico

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai reduzir, nos próximos anos, a concessão de crédito a grandes companhias, como prevaleceu nas últimas décadas, e privilegiará projetos de infraestrutura. Além disso, pretende apoiar, de forma mais efetiva, planos de inovação e digitalização das empresas - neste caso, de todos os portes - e também do setor público. "Haverá um natural foco na infraestrutura, onde o crédito de mais longo prazo é fundamental para a viabilização de projetos com tarifas sustentáveis.

E haverá menos presença no financiamento corporativo tradicional", revelou o presidente do BNDES, Joaquim Levy, em sua primeira entrevista exclusiva desde que assumiu o cargo. Estatísticas oficiais mostram que há grande concentração de recursos subsidiados do banco nas mãos de poucas empresas. Levy não mencionou os nomes das companhias, mas o Valor apurou que os seis maiores tomadores são Petrobras (R$ 62,4 bilhões), Embraer (R$ 49,3 bilhões), Norte Energia (R$ 25,4 bilhões), Vale (R$ 23,3 bilhões) e grupo Odebrecht (R$ 16,4 bilhões). Levy deixou claro que o BNDES já tem hoje um papel menor na economia, reflexo da percepção de que o protagonismo dos gastos públicos, no financiamento da atividade produtiva nos últimos anos, teve efeito "negativo" na capacidade de crescimento.

Ele se refere ao fato de que, entre 2008 e 2015, o Tesouro tomou no mercado o equivalente a quase 10% do PIB para conceder crédito subsidiado principalmente a grandes empresas, gerando um buraco nas contas públicas que acabou limitando a expansão da economia. "Sabe-se, há muito tempo, que a antiga TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) era um mecanismo de acomodação das elites para fugir do esforço da política monetária necessário para fazer frente às pressões fiscais", criticou. Ele disse que ainda não foi definido o valor que o banco pagará ao Tesouro em 2019.

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