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25/02/2019 | Um quarto dos desempregados busca vaga há 2 anos ou mais - O Globo

Mesmo dois anos após o fim da recessão, um quarto dos desempregados brasileiros procura trabalho há pelo menos dois anos. O chamado desemprego longo atinge 3,12 milhões de pessoas. O grupo é o que mais cresceu desde o início da crise econômica, em 2014, com acréscimo de 2 milhões de brasileiros. Os dados são referentes ao quarto trimestre do ano passado e integram a Pesquisa Pnad Contínua, do IBGE. Segundo especialistas, esses trabal hadores estão no fim da fila do emprego e só devem conseguir uma recolocação se a economia voltar a crescer com força — o que não deve ocorrer até 2022. As expectativas do mercado para os próximos três anos são de expansão anual de 2,5% para o Produto Interno Bruto, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.

A informalidade também nunca foi tão grande. Em 2018, em média 35,42 milhões de pessoas trabalhavam sem carteira de trabalho, segundo o IBGE. São mais atingidos pelo desemprego longo trabalhadores da construção civil, o conta própria informal e os de baixa escolaridade, que, independentemente da conjuntura econômica, teriam dificuldade de obter renda. A crise foi um obstáculo a mais, explica o sociólogo e diretor técnico do Dieese Clemente Ganz Lúcio. — São pessoas que têm poucos recursos para aproveitar o período sem emprego para se capacitar ou se reinventar —avalia. Segundo o diretor do Dieese, o inchaço desse grupo reflete o baixo dinamismo da economia. Empresas e governo têm dificuldades de voltar a investir e gerar empregos. — Se a economia seguir crescendo 1%, 2% ao ano, a situação dessas pessoas vai se agravar. Serão alijadas e ficarão sem perspectivas de retorno. A situação é dramática, porque o desemprego longo gera depressão, ansiedade, aumenta a violência e desestrutura as condições de vida das famílias—ressalta o sociólogo. Maria Andréia Parente Lameiras, economista do Ipea, ressalta que esses desempregados são desalentados em potencial. Ou seja, estão mais propensos a desistir de procurar emprego por falta de perspectivas de conseguir uma colocação. 

Hoje, o país tem 4,7 milhões de desalentados. — Essa pessoa, em algum momento, ou vai para o desalento ou para a informalidade. Só tem chance de voltar ao mercado com carteira após os demais desempregados, com maior qualificação, serem contratados — ressalta Maria Andréia, lembrando que o Brasil encerrou 2018 com 12,1 milhões de desempregados.

QUEDA EM 18 ESTADOS

Em todo o país, a taxa média anual de desemprego caiu em 18 das 27 unidades da federação em 2018, na comparação com o ano anterior. No Rio de Janeiro, o percentual ficou estável, em 15%. Mas foi o estado que registrou maior aumento desde 2014, saltando de 6,3% para o patamar atual.

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