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22/02/2019 | Inflação de serviços acelera e deve se aproximar de 4% - Valor Econômico

Depois de encerrar 2018 no menor nível em 18 anos, a inflação de serviços acelerou nos últimos meses e pode convergir ao longo do ano para uma taxa próxima da prevista para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), um pouco abaixo de 4%. Analistas ouvidos pelo Valor dizem que a aceleração refletirá a melhora do ritmo da atividade, mas que o comportamento não preocupa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial divulgada ontem, foi de 0,34% em fevereiro, ligeiramente acima de janeiro (0,30%).

O resultado é explicado pela inflação de serviços, que acelerou de 0,36% em janeiro para 0,63% neste mês, puxada por reajustes de mensalidades de educação (3,52%), tipicamente computados no período. Expurgados os efeitos da educação e outros itens (como turismo e comunicação), a inflação subjacente de serviços - medida acompanhada pelo Banco Central por ser mais sensível à atividade - foi de 0,49% em fevereiro, repetindo o índice do mês anterior e ligeiramente acima do esperado pelo Goldman Sachs.

A variação acumulada em 12 meses pelos serviços subjacentes ficou 3,70%, acima dos 3,46% de janeiro. "A inflação subjacente de serviços surpreendeu ligeiramente para cima. Embora ainda esteja em nível confortáveis, a inflação de serviços tem surpreendido nos índices recentes", diz Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs, em relatório a clientes. Leonardo França, economista da Rosenberg Associados, estima que a inflação de serviços deverá fechar o ano em 3,9%, acima dos 3,5% acumulados nos últimos 12 meses. Além da melhora do ritmo da economia e do mercado de trabalho, ele menciona uma contribuição maior dos preços dos aluguéis, que teriam mais espaço para reajustes e devem ser influenciados pelo nível mais alto do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M). "O nível mínimo da inflação de serviços certamente foi no ano passado", diz França. Apesar dos sinais de aceleração, analistas fazem coro de que o quadro inflacionário não preocupa.

O próprio avanço das despesas com educação seria exemplo disso. Embora tenha pressionado o IPCA15 de fevereiro, a alta foi a menor para o mês desde 2012, início da série histórica do IBGE. "Esperávamos uma alta maior da educação, acima do reajuste de 4% do ano passado, mas não veio", diz França. O reajuste das mensalidades escolares - que, pela metodologia do IBGE, os são contabilizados quase que integralmente em fevereiro - também veio abaixo do esperado pelo Santander. A inflação de cursos regulares foi de 4,60%, e a de cursos diversos, de 3,16%. O banco esperava, respectivamente, avanços em torno de 5% e 4,5% para esses indicadores.

Vagner Alves, analista do Santander, diz que, desta forma, revisou para baixo sua estimativa para a inflação de serviços de 2019, que passou de 3,9% para atuais 3,8%. Para ele, a aceleração da inflação de serviços tem sido pontual, puxada também pela alimentação fora do lar. "A ociosidade da economia continua muito elevada, com a taxa de desemprego ainda alta. A recuperação do mercado de trabalho está sendo lenta e, com isso, os núcleos de inflação continuam muito tranquilos", afirma ele. Na prévia da inflação de fevereiro, dos nove grupos que compõem o IPCA-15, seis tiveram altas menores de preços ou quedas mais intensas. O grupo de alimentação e bebida, por exemplo, apresentou inflação de 0,64% em fevereiro, abaixo do mês anterior (0,87%).

O grupo de transportes, por sua vez, teve deflação de 0,46% em fevereiro, puxado pela gasolina. Para o IPCA "fechado" de fevereiro, a ser divulgado no início de março, a Rosenberg espera um índice ligeiramente mais alto, de 0,37%. A diferença em relação ao IPCA-15 (0,34%) será explicada basicamente por preços um pouco mais altos dos alimentos consumidores dentro de casa. A MCM Consultores, por sua vez, prevê o indicador acumulado de 12 meses ao redor de 3,8% em fevereiro pelo IPCA "cheio" do mês.

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