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21/02/2019 | Divergência entre centrais sindicais deve dificultar oposição à proposta - Valor Econômico

A divergência das centrais sindicais em relação à reforma da Previdência deve dificultar a oposição dos movimentos populares à proposta, enviada ontem ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro. Sem uma estratégia conjunta de enfrentamento às mudanças nas regras da aposentadoria, sindicalistas alertam para os riscos de uma "nova derrota dos trabalhadores", depois da reforma trabalhista aprovada no ano passado no governo Michel Temer, e afirmam que o embate com o governo Jair Bolsonaro será mais difícil do que foi na gestão anterior.

Ontem, oito centrais sindicais fizeram um protesto em São Paulo contra a reforma da Previdência, sem a presença da UGT, uma das maiores centrais do país. Na manifestação, os sindicalistas mostraram que há divergências não só em relação à UGT, que apoia a reforma, mas também entre aqueles que são críticos à proposta de Bolsonaro. A possibilidade de articular uma greve geral, apoiada por sete das oito centrais que organizaram o ato, foi descartada neste momento pela Força Sindical. O presidente da central, Miguel Torres, afirmou ao Valor que o risco é de não ter adesão suficiente dos trabalhadores.

Com a alta taxa de desemprego e o aumento do trabalho informal, quem está trabalhando teme perder o emprego se aderir a uma greve, disse o dirigente. "Estamos em um momento delicado, com o desemprego, o desalento dos trabalhadores e a retirada de direitos", afirmou. "Não vamos falar de greve geral agora. Vamos pensar primeiro em mobilizações regionais. Ainda temos que tomar conhecimento da proposta de reforma e conscientizar os trabalhadores", afirmou o presidente da Força Sindical. "A proposta de greve geral tem de vir de baixo para cima, tem que partir dos trabalhadores", disse. O dirigente afirmou que a Força Sindical não é contra a reforma, mas disse que as propostas expostas pelo governo são contra os trabalhadores.

No protesto realizado em São Paulo, na praça da Sé, dirigentes se revezaram no microfone não só para criticar a reforma, mas também para pedir unidade das centrais e a superação das divergências. O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse é preciso "fazer a maior luta dos trabalhadores já vista no país" porque Bolsonaro quer "acabar com a Previdência". "Ele vai acabar também os direitos dos trabalhadores, com a seguridade social. A Previdência não é só a aposentadoria, mas também direitos", afirmou. Freitas disse que o sistema de capitalização tende a prejudicar os trabalhadores. "Sem emprego formal, não vai ter patrão para pagar parte da aposentadoria. E como o trabalhador vai conseguir poupar para pagar, se o salário não chega nem até o fim do mês?", afirmou.

"Todos os trabalhadores serão lesados." Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a construção da greve geral "vai demandar posicionamento firme" das centrais. "Já sofremos uma derrota estratégica [com a reforma trabalhista] e agora este governo tem apoio dos militares, do Judiciário. A classe trabalhadora perdeu muito desde que a bancada BBB, do boi, bala e bíblia, viu que era importante ocupar espaço no Congresso." Na terça-feira, as oito centrais vão se reunir para debater as estratégias para o enfrentamento da reforma da Previdência e tentar buscar um consenso. 

 

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